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Ataque a creche em Blumenau: ‘Só sobrou a mochila do meu filho’, diz pai de vítima

O mortos são três meninos e uma menina, de 5 a 7 anos
Foto: Divulgação/CBMSC
O mortos são três meninos e uma menina, de 5 a 7 anos

Estadão Conteúdo

05/04/23
às
14:09

- Atualizado há 3 anos

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 O pai de um menino que morreu no ataque* à creche Cantinho Bom Pastor em Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, deixou o local no fim da manhã chorando e carregando o material escolar da criança. “Só sobrou a mochila do meu filho”, disse ele, que não se identificou. Ele estava a caminho do Instituto Médico Legal (IML), para onde os corpos das quatro vítimas foram levados.

O mortos são três meninos e uma menina, de 5 a 7 anos. O agressor, de 25 anos, levava um machadinha e, após fugir do local do crime, se apresentou ao 10° Batalhão de Polícia Militar, onde foi preso e encaminhado à Polícia Civil. Outras cinco crianças ficaram feridas – uma delas em estado grave.

“Agradeço a Deus todos os momentos que vivi com o meu filho. A partir de hoje a memória dele vai ser honrada no meu coração”, afirmou a jornalistas Bruno Bride, pai de Bernardo, de 5 anos, também vítima do ataque na creche. Ele contou ainda que nesta manhã os dois foram para creche dando pulos “imitando um coelhinho”.Ataque a creche em Blumenau Foto: Divulgação/CBMSC

“Quantos outros anjos a gente vai perder ainda”, questionou a empresária Janaina de Oliveira Tavares na frente da creche. O sobrinho de seu irmão foi uma das vítimas do homem que invadiu o local no momento em que as crianças brincavam em um pátio próximo ao muro.

Segundo os bombeiros, havia 40 crianças na creche nesta manhã e o agressor, que não teve a identidade revelada, teria pulado o muro e atingido as vítimas de forma aleatória. “O autor pulou o muro armado com uma arma branca, do tipo machadinha, e desferiu golpes nas crianças, especialmente na região da cabeça, o que levou ao óbito dessas crianças”, descreveu o tenente-coronel Diogo de Souza Clarindo, comandante do Batalhão de Bombeiros Militar em Blumenau.

NOTA DA REDAÇÃO: O Estadão decidiu não publicar foto, vídeo, nome ou outras informações sobre o autor do ataque, embora ele seja maior de idade. Essa decisão segue recomendações de estudiosos em comunicação e violência. Pesquisas mostram que essa exposição pode levar a um efeito de contágio, de valorização e de estímulo do ato de violência em indivíduos e comunidades de ódio, o que resulta em novos casos. A visibilidade dos agressores é considerada como um “troféu” dentro dessas redes. Pelo mesmo motivo, também não foram divulgados vídeos do ataque em uma escola estadual na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo, no último dia 27 de março.

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