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O transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba passará pela maior mudança de sua história. O Governo do Paraná publicou nesta quinta-feira (2) o edital da primeira licitação para concessão do sistema metropolitano, encerrando quase três décadas de operação por meio de permissões precárias. O leilão será realizado na Bolsa de Valores (B3), e a empresa ou consórcio vencedor ficará responsável pelo serviço durante os próximos 20 anos.
Uma das principais novidades é que, pela primeira vez, todos os 29 municípios da Região Metropolitana, incluindo Curitiba, estarão contemplados no mesmo processo. Atualmente, o sistema atende diretamente 19 cidades. Segundo a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), cerca de 70% dos passageiros têm a capital como destino e utilizam a Rede Integrada de Transporte (RIT).
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Ao todo, a concessão engloba 138 linhas de ônibus, que foram divididas em quatro lotes para estimular a concorrência entre as empresas interessadas. O critério para definir os vencedores será o menor valor da tarifa de remuneração técnica.
A nova concessão também prevê uma ampla renovação da frota. Serão 746 ônibus intermunicipais, com idade média de até seis anos e limite máximo de 12 anos de uso. Os veículos deverão contar com bilhetagem eletrônica, Wi-Fi gratuito, câmeras de monitoramento conectadas a um Centro de Controle Operacional (CCO) e, gradualmente, ar-condicionado.
Outro ponto previsto no edital é a adoção de ônibus equipados com motores Euro 6, tecnologia que reduz significativamente a emissão de poluentes, como óxidos de nitrogênio e material particulado.
O presidente da Amep, Gilson Santos, afirmou que a licitação representa um marco para o transporte metropolitano e permitirá estabelecer regras permanentes para a prestação do serviço, além de abrir caminho para novos investimentos e melhorias na qualidade do atendimento aos passageiros.
O sistema será dividido em quatro lotes. O primeiro reúne municípios como Almirante Tamandaré, Campo Largo e Rio Branco do Sul. O segundo contempla cidades como Colombo, Quatro Barras e Campina Grande do Sul. O terceiro engloba Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Já o quarto lote inclui Araucária, Fazenda Rio Grande, Lapa, Mandirituba, Rio Negro, Quitandinha, Agudos do Sul, Contenda, Campo do Tenente e Piên.
Os estudos para a concessão começaram na atual gestão estadual. Em 2023, a Amep promoveu uma consulta pública que recebeu 181 contribuições de usuários, empresas e entidades. No ano seguinte, foi realizada uma audiência pública para apresentação da proposta, que posteriormente passou por análises da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e também do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), que emitiu centenas de recomendações para aperfeiçoar o edital.
Após a definição das empresas vencedoras, a previsão é de um período de transição de até um ano para que as novas concessionárias assumam integralmente a operação do transporte coletivo metropolitano.