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Após áudios, deputados repercutem permanência de Traiano na presidência da Alep

De uma forma mais ríspida, o deputado estadual Fábio Oliveira (Podemos) afirmou que é necessário a saída de Traiano da presidência da Alep
Deputado estadual Ademar Traiano (Foto: Alep)
De uma forma mais ríspida, o deputado estadual Fábio Oliveira (Podemos) afirmou que é necessário a saída de Traiano da presidência da Alep

Redação Nosso Dia

20/03/24
às
9:31

- Atualizado há 2 anos

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Após a RPC TV divulgar na segunda-feira áudios que mostram o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSD), combinando o recebimento de propina com o empresário Vicente Malucelli, da TV Icaraí, que prestava serviços à Casa, os deputados repercutiram o caso na sessão desta terça-feira (19).

De uma forma mais ríspida, o deputado estadual Fábio Oliveira (Podemos) afirmou que é necessário a saída de Traiano da presidência da Alep. “É preciso entender que existem duas abordagens. A jurídica, que já foi esgotada (pelo Acordo de Não Persecução Penal – ANPP – feito junto ao MP), e a segunda que é a que falei na tribuna, que é prezar pela reputação da Casa. Hoje, nós estamos nos sentindo envergonhados de ter como presidente alguém confesso no crime de corrupção. A sociedade paranaense quer que a presidência seja trocada”, afirmou o deputado.

Também durante a sessão, o deputado Requião Filho (PT), líder da oposição, disse que foi feito tudo o que é juridicamente possível no caso. “Nós achamos um absurdo que o presidente Traiano continue à frente da Casa, mas nós buscamos o caminho correto para que as coisas sejam feitas. Não é na pressa que você acha a maneira certa de resolver os problemas. Tem questões legais que impedem um pedido de cassação, mas eu concordo com o deputado Fábio que precisamos melhorar a imagem da Assembleia, mas isso não é só com a saída do Traiano, mas colocando em pauta projetos sérios para o futuro do Paraná”, disse.

Responsável por trazer o caso envolvendo Traiano à tona, o deputado Renato Freitas (PT) disse que os áudios foram os últimos atos de uma trama que releva o quadro de falência e corrupção das instituições políticas. “Fiz um pedido de CPI e apenas eu assinei, só depois deputados da oposição assinaram. Há uma lei que vigora na Casa de Lei. A postura de deputados neste caso foi covarde”, falou.

Por fim, o deputado Cládio Romanelli (PSD), que é do partido de Traiano, disse que os áudios apenas confirmam o que já havia sido revelado. “Os áudios só confirmam o que havia sido divulgado. De fato houve pelo MP uma ANPP e, do ponto de vista jurídico, isso está encerrado. Entendo que o atual presidente concluirá o mandato. O partido não tem debatido o tema e deixou o posicionamento como individual para cada deputado”, ressaltou.

Durante a sessão, o deputado Ademar Traiano permaneceu pouco tempo e não falou sobre o tema. Em entrevista no dia 20 de fevereiro, o parlamentar afirmou que não havia possibilidade de renunciar ao cargo de presidente da Alep. “Não existe isso (renúncia). Essa palavra só existe para você”, disse na ocasião ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia.

Ainda, o processo de cassação por quebra de decoro parlamentar de Traiano foi arquivado pelo Conselho de Ética da Alep, já que o caso que resultou na ANPP aconteceu em mandato anterior.

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