
- Atualizado há 2 anos
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O Governo do Paraná fechou o segundo quadrimestre, equivalente aos oito meses de 2023, com superávit de R$ 4,5 bilhões. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (26) pelo secretario da Fazenda do Paraná, Renê Garcia Júnior, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Segundo o secretário, o aumento de gastos preocupa, assim como a redução do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, aprovada pelo Congresso em 2022. A queda neste sentido, conforme o secretário, chegou a 8%.
“Reduziu o ICMS e houve um um impacto de R$ 6 bilhões reais no período. É algo que veio para ficar. Com relação a dívida do estado, ela é de R$ 30 bilhões, quase R$ 3 bilhões a menos que no período anterior. A estratégia para equilibrar as contas é controlar os gatos e aumentar as receitas”, afirmou o secretário.

O presidente da Alep, Ademar Traiano, destacou a importância da prestação de contas e afirmou que os números do Paraná são positivos. “O objetivo principal é ouvir o secretário, para que nos traga como está a situação do Paraná. Acho que mesmo com todas as dificuldades, é o melhor estado financeiramente do Brasil”, afirmou.
Já o deputado estadual Requião Filho, líder da oposição na Alep, criticou a terceirização, que faz com que o custo fique mais caro ao estado. “Fica mais caro e se faz isso para fugir da lei de responsabilidade fiscal, que tem um limite de gastos. Nós achamos que deveria ser investido de verdade em saúde e não vemos isso no Paraná. Vamos ver como será alcançado este número”, disse o deputado, finalizando sobre a obrigação de executar pelo menos 15% da receita corrente líquida com a saúde.
A apresentação de contas do secretário durou pouco mais de 30 minutos.