
- Atualizado há 4 anos
Com o encerramento das convenções partidárias na próxima sexta-feira (5), as eleições no Paraná possuem uma única grande indefinição: Álvaro Dias. Líder do Podemos, ele busca estrutura para se manter competitivo no pleito de outubro. Para isso, deixou a convenção do partido para a última hora: o evento do Podemos está marcado para começar às 18 horas do último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Com pouco tempo na TV e estrutura partidária reduzida, o núcleo ligado a Álvaro Dias tenta duas últimas cartadas:
A primeira é o MDB, com quem o senador possui vários interlocutores. Neste caso, o ex-governador Orlando Pessuti deixaria a candidatura já anunciada e passaria para a suplência de Dias. O acordo poderia garantir parte dos oito anos de mandato a Pessuti.
Se o MDB não aceitar, há um plano B. A alternativa seria fazer a mesma proposta ao Republicanos, que tem o ex-secretário de Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge, disposto a participar das eleições.

Não dá para negar que Dias tem um recall expressivo de votos por toda sua trajetória, mas a eleição para o Senado se difere de todas as outras e a aposta é que tudo pode acontecer.
No cenário mais otimista, o melhor para Álvaro Dias seria ter os dois partidos numa coligação avulsa com o Podemos.
Todo o desenho está feito, o que falta, como diz o ditado futebolista, é “combinar com os russos”.
Entusiasta da candidatura de Sérgio Moro à Presidência da República, Álvaro Dias viu a candidatura ao Senado minada após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) recusar a transferência de título ao ex-juiz. De volta ao Paraná, Moro optou por se candidatar ao Senado pelo União Brasil, se tornando adversário direto de Dias.
Em Brasília, Flávio Bolsonaro (PL) ainda teria tentado costurar uma chapa única entre o pai, Jair Bolsonaro (PL), Ratinho Junior (PSD) e Álvaro Dias, o que foi posteriormente descartado. No último fim de semana, o governador do Paraná, inclusive, declarou apoio a Paulo Martins, que é um aliado próximo do presidente da República.
Restam para Dias, então, as duas últimas cartadas.