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O apresentador Ratinho, de 70 anos, se pronunciou na tarde desta sexta-feira (13) após a repercussão de declarações feitas durante seu programa sobre a deputada federal Erika Hilton. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que não teve a intenção de ofender a parlamentar e declarou que suas falas representaram apenas uma crítica de natureza política. Ele afirmou ainda que não irá se calar, após ser alvo de ação pela deputada.
A manifestação ocorre após comentários feitos por Ratinho na quarta-feira (11), quando abordou o fato de Erika Hilton presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante o programa, o apresentador afirmou que não a considera uma mulher e utilizou pronomes masculinos ao se referir à deputada, o que gerou críticas nas redes sociais e entre representantes da comunidade LGBTQIA+.
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As declarações ocorreram enquanto o apresentador comentava a escolha da parlamentar para comandar o colegiado. Na ocasião, ele questionou se uma mulher trans teria experiência para tratar de temas relacionados aos desafios enfrentados por mulheres que nasceram biologicamente do sexo feminino. As falas foram feitas diante da plateia do programa e receberam aplausos no estúdio.
No novo posicionamento divulgado nesta sexta-feira, Ratinho afirmou que defende a população trans, mas também destacou que considera legítimo questionar decisões políticas e o papel de autoridades públicas.
“Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas e apresentadores: falem, publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”, afirmou o apresentador.
Assista ao vídeo:
Após a repercussão do episódio, Erika Hilton apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) contra Ratinho e a emissora SBT. A parlamentar acusa o apresentador de transfobia durante a transmissão do programa.
No pedido encaminhado ao órgão, ela solicita a abertura de uma ação civil pública e pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti. O caso deverá ser analisado pelo Ministério Público Federal.