PUBLICIDADE
Curitiba /
Uncategorized

Vereadores em série se declaram suspeitos e adiam sessão de Conselho de Ética por ‘arminha’ de Eder Borges

O colegiado deveria decidir se as representações seriam recebidas ou arquivadas e, em caso de continuidade do processo, definir quem seria o relator do PED 1/2026
A reunião do Conselho de Ética foi transmitido ao vivo pelo canal da CMC no YouTube. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
O colegiado deveria decidir se as representações seriam recebidas ou arquivadas e, em caso de continuidade do processo, definir quem seria o relator do PED 1/2026

Redação Nosso Dia

15/06/26
às
15:55

- Atualizado há 12 segundos

Compartilhe:

Uma sequência de pedidos de suspeição apresentados por vereadores da Câmara Municipal de Curitiba impediu, mais uma vez, o avanço do processo ético-disciplinar que apura o episódio da “arminha” feita pelo vereador Eder Borges (Novo) durante uma sessão plenária. A reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP), realizada nesta segunda-feira (15), terminou sem deliberação sobre a admissibilidade das representações e sem a escolha de um relator para o caso.

Ao encerrar os trabalhos, o presidente do Conselho, Hernani (Republicanos), afirmou que não havia mais condições regimentais para dar continuidade à sessão. “Infelizmente, por conta disso [das suspeições], não vai ter quórum suficiente e não vai ter condição de dar continuidade aos trabalhos”, declarou. Em seguida, completou: “Infelizmente, mais uma vez, declaro encerrada a reunião por falta de quórum”.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

O colegiado deveria decidir se as representações seriam recebidas ou arquivadas e, em caso de continuidade do processo, definir quem seria o relator do PED 1/2026. O procedimento reúne denúncias relacionadas a fatos ocorridos no plenário da Câmara em 1º de abril, após uma Tribuna Livre, envolvendo Eder Borges e as vereadoras Camilla Gonda (PSB), Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT).

Cinco suspeições aprovadas

Durante a reunião, foram aprovados os pedidos de suspeição dos vereadores Olimpio Araujo Junior (PL), Guilherme Kilter (Novo), Bruno Secco (Novo), Carlise Kwiatkowski (PL) e João Bettega (PL).

Olímpio Araújo afirmou que já havia sido considerado suspeito em outro procedimento envolvendo Eder Borges e também citou sua atuação como relator em um caso relacionado à vereadora Professora Angela.

Guilherme Kilter alegou que estava presente no plenário durante os fatos investigados e que chegou a ser citado nominalmente pelo presidente da Câmara na ocasião, o que poderia comprometer sua imparcialidade.

Bruno Secco justificou seu pedido por ter assinado representação em outro processo envolvendo Professora Angela e por atuar ao lado da bancada do Novo em procedimento relacionado ao vereador Lorens Nogueira (PP).

Após a aprovação dessas suspeições, suplentes foram convocados. No entanto, Carlise Kwiatkowski também pediu afastamento, alegando que, na condição de Procuradora da Mulher, já havia se manifestado sobre episódio envolvendo Eder Borges.

Na sequência, João Bettega solicitou suspeição por integrar o mesmo bloco parlamentar do vereador do Novo. Segundo ele, essa condição poderia gerar questionamentos futuros sobre sua participação.

Com a aprovação do último pedido, o Conselho perdeu o número mínimo necessário para continuar a reunião.

Processos foram reunidos

No início dos trabalhos, Hernani lembrou que os processos administrativos 435/2026 e 628/2026 foram anexados ao PED 1/2026 por tratarem dos mesmos fatos.

Com a unificação, novos participantes passaram a integrar formalmente o procedimento. Por isso, foram registrados os impedimentos da vereadora Giorgia Prates (PT), integrante titular do Conselho; do suplente Angelo Vanhoni (PT); e do próprio Eder Borges.

A reunião desta segunda-feira havia sido convocada após o adiamento da sessão anterior, em 11 de junho, que também não ocorreu por falta de quórum.

Vereadora vê possível manobra

Durante a discussão sobre a suspeição de João Bettega, a vereadora Laís Leão (PDT) afirmou que a sequência de pedidos poderia ser interpretada como uma tentativa de retardar a tramitação do processo.

“Com todo respeito aos colegas, me soa como uma manobra para obstruir o processo e demorar”, afirmou.

Apesar da crítica, a parlamentar votou favoravelmente ao pedido. Segundo ela, rejeitar a suspeição de um vereador que se declara impedido poderia abrir espaço para questionamentos jurídicos futuros.

“A gente fica entre a cruz e a espada, porque não tem como negar um pedido de suspeição, porque daí corre o risco de anular o processo”, justificou.

Laís Leão, Rafaela Lupion (PSD) e Zezinho Sabará (PSD) permaneceram aptos a participar da reunião, mas, após as sucessivas suspeições, o colegiado ficou sem os seis integrantes necessários para prosseguir com a análise do caso.

Caso envolve gesto de arma no plenário

O PED 1/2026 reúne representações relacionadas a fatos ocorridos durante a sessão plenária de 1º de abril, após o encerramento de uma Tribuna Livre. O procedimento foi aberto inicialmente a partir de uma representação da Corregedoria da Câmara contra Eder Borges.

Segundo a apuração, o vereador realizou um gesto simulando uma arma de fogo durante uma fotografia institucional no plenário da Casa. A Corregedoria entendeu que a conduta pode configurar infração ao Código de Ética e Decoro Parlamentar.

Gesto de arminha de Eder Borges (Foto: Reprodução)

Posteriormente, o Conselho anexou ao processo outras duas representações ligadas ao mesmo episódio. Uma delas foi apresentada pela vereadora Camilla Gonda (PSB) contra Eder Borges. A outra foi protocolada pelo próprio vereador contra Camilla Gonda (PSB), Professora Angela (PSOL) e Vanda de Assis (PT).

Por tratarem dos mesmos fatos, todas as representações tramitam conjuntamente no PED 1/2026. Uma nova data para a reunião do Conselho de Ética ainda não foi anunciada.

TÁ SABENDO?

Uncategorized

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias