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Vereadora ficava com parte de diárias, diz delegado sobre investigação de rachadinha em Matinhos

De acordo com o delegado Ésio Alencar, a apuração começou após denúncias indicando que parte dos valores pagos como diárias estaria sendo repassada à parlamentar investigada
Vereadora Hirman da Saúde (Foto: Reprodução Redes Sociais)
De acordo com o delegado Ésio Alencar, a apuração começou após denúncias indicando que parte dos valores pagos como diárias estaria sendo repassada à parlamentar investigada

Redação Nosso Dia

10/03/26
às
13:16

- Atualizado há 32 segundos

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Uma investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) apura suspeitas de irregularidades envolvendo o pagamento de diárias a servidores da Câmara Municipal de Matinhos, no Litoral do Estado. Na manhã desta terça-feira (10), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa da vereadora Hirman da Saúde e também nas dependências do Legislativo municipal.

De acordo com o delegado Ésio Alencar, a apuração começou após denúncias indicando que parte dos valores pagos como diárias estaria sendo repassada à parlamentar investigada.

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“Recebemos denúncias sobre dinheiro de diárias que eram repassadas a uma vereadora da cidade. Hoje foram cumpridos mandados na casa dela e também na Câmara. Buscamos equipamentos que possam ajudar nas investigações do caso”, afirmou.

Segundo o delegado, além das diárias, há informações relacionadas aos vencimentos de assessores, mas o foco inicial da investigação são os valores pagos para cobrir despesas de viagens ou atividades oficiais.

“Temos também informações sobre os vencimentos, mas prioritariamente eram as diárias”, explicou.

A investigação está em fase inicial e a vereadora ainda não foi ouvida pela polícia. Os materiais apreendidos durante as buscas serão analisados e podem indicar novos desdobramentos.

“Neste momento é uma denúncia que chegou e vamos verificar se há relação com outras provas apreendidas. Agora começa uma nova etapa da investigação. Os materiais serão periciados e vamos trabalhar com os elementos que surgirem”, completou o delegado.

O inquérito policial apura a possível prática de “rachadinha”, termo usado para descrever a exigência de repasse de parte do salário ou de benefícios recebidos por assessores parlamentares.

Durante a ação desta terça-feira, os policiais recolheram documentos e equipamentos que podem ajudar a esclarecer se houve exigência de repasse de valores pagos a servidores da Câmara. Até o momento, os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela Polícia Civil.

Em suas redes sociais, a vereadora ainda não se manifestou. O espaço permanece aberto caso ela queira se posicionar.

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