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Vereador de Curitiba vira alvo do MPPR por exercício ilegal de policiamento ostensivo; entenda

De acordo com ofício da 1ª Promotoria de Prevenção e Persecução Criminal, o parlamentar teria, em tese, participado diretamente de operações de segurança, realizando diligências e até conduzindo prisões em flagrante na região central de Curitiba
Vereador Perdeu Piá é alvo do MP (Foto: Reprodução)
De acordo com ofício da 1ª Promotoria de Prevenção e Persecução Criminal, o parlamentar teria, em tese, participado diretamente de operações de segurança, realizando diligências e até conduzindo prisões em flagrante na região central de Curitiba

Redação Nosso Dia

30/03/26
às
11:39

- Atualizado há 2 dias

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O vereador Gustavo Silveira da Costa, conhecido como Perdeu Piá, é alvo de investigação após o Ministério Público do Paraná (MPPR) apontar indícios de atuação irregular em ações típicas de policiamento ostensivo na capital. O caso levou à instauração de inquérito pela Polícia Civil para apurar possível crime de usurpação de função pública.

De acordo com ofício da 1ª Promotoria de Prevenção e Persecução Criminal, o parlamentar teria, em tese, participado diretamente de operações de segurança, realizando diligências e até conduzindo prisões em flagrante na região central de Curitiba. O vereador costuma gravar e participar de abordagens da GM, o que já levou ao afastamento de agentes. Relembre clicando aqui

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Segundo o documento, ele também utilizaria a estrutura da Guarda Municipal de Curitiba nessas ações, com indícios de influência sobre agentes durante as ocorrências, além de registrar e divulgar os episódios em redes sociais, onde mantém perfis e canal com conteúdo policial. Alguns posts chegaram a ter mais de 50 mil curtidas, o que é investigado como autopromoção.

Entenda a investigação

A partir dessas informações, o MPPR requisitou a abertura de investigação para apurar possíveis ilegalidades. Entre os pontos levantados estão: atuação como se fosse agente de segurança pública; eventual comando ou ingerência sobre guardas municipais; uso das ocorrências para exposição e monetização nas redes sociais.

O Ministério Público ressalta que, embora qualquer cidadão possa efetuar prisão em flagrante em situações específicas, isso não autoriza o exercício de policiamento ostensivo, que é função exclusiva das forças de segurança do Estado .

Inquérito e possíveis crimes

Com base na solicitação do MP, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. A portaria aponta que o vereador teria agido “como policial”, excedendo os limites legais e, possivelmente, cometendo crime de usurpação de função pública .

Ainda conforme o documento, as investigações devem incluir: coleta de vídeos publicados nas redes sociais; solicitação de dados de visualizações e eventual monetização das postagens; oitiva de guardas municipais envolvidos nas ocorrências; e depoimento do próprio vereador.

A Câmara Municipal de Curitiba também foi comunicada sobre a abertura do inquérito para adoção das medidas cabíveis .

Próximos passos

O caso segue em investigação e, ao final das diligências, caberá às autoridades decidir se há elementos suficientes para responsabilização criminal e eventual abertura de ação penal.

Até o momento, o vereador não se manifestou sobre o processo em andamento, mas em outras oportunidades disse ser vítima de perseguição por mostrar os problemas da região central de Curitiba devido ao tráfico de drogas.

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