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Vereador de Araucária é alvo de operação da PF por suspeita de ‘rachadinha’

Os denunciantes afirmaram que o vereador teria exigindo mais de 60% de suas remunerações como condição para permanecerem trabalhando em seu gabinete
Os denunciantes afirmaram que o vereador teria exigindo mais de 60% de suas remunerações como condição para permanecerem trabalhando em seu gabinete

Geovane Barreiro com informações da PF

08/12/22
às
10:09

- Atualizado há 3 anos

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O vereador Ricardo Teixeira (PSDB) de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, está sendo alvo de uma operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (8). O político é suspeito pela prática dos crimes de peculato, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A operação está sendo intitulada como Três Quintos. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Zona Eleitoral de Curitiba.

Câmara Municipal de Araucária. Foto: Divulgação

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram com a denúncia de ex-assessores do vereador, levada ao Ministério Público Federal (MPF).

Os denunciantes afirmaram que o vereador teria exigido mais de 60% de suas remunerações como condição para permanecerem trabalhando em seu gabinete, sendo também obrigados a realizar pagamentos e transferências para terceiros ligados ao político. Essa prática é conhecida no meio político como ‘rachadinha’ – quando parte do salário dos servidores é devolvida.

Ricardo Teixeira também é primeiro secretário na Casa Legislativa da cidade. Ele está em seu primeiro mandato.

Além disso

De maneira paralela, houve denúncia de que parte dos valores eram utilizados para pagamento de dívidas e compromissos da campanha eleitoral de 2020, o que firma a competência da Justiça Eleitoral para o julgamento do caso.

A investigação apontou que a prestação das contas eleitorais, feitas pelo então candidato a vereador, teriam sido instruídas com contratos e recibos ideologicamente falsos. A denúncia diz que valores contratados foram subfaturados e que pagamentos realizados tratavam-se de mera simulação, pois o dinheiro era devolvido ao candidato.

Outro lado

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a Câmara Municipal de Araucária. “Tendo em vista, que a operação foi exclusiva do gabinete do vereador, não temos informações sobre o fato. Portanto, a Câmara vem reforçar que não existe nenhuma ligação com o caso”.

Já o gabinete do vereador Ricardo Teixeira divulgou a seguinte nota: “O gabinete do vereador Ricardo Teixeira afirma que não há informações claras sobre o ocorrido. No entanto, assim que houver maiores esclarecimentos acerca do acontecimento a população será devidamente informada“, finaliza.

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