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Curitiba e os municípios da Região Metropolitana intensificaram a atuação integrada no enfrentamento à dengue, mesmo diante da expressiva redução dos casos registrada em 2025. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) apontam queda de 92% nas notificações da doença na capital nas primeiras 20 semanas epidemiológicas do ano, em comparação com o mesmo período de 2024.
Entre 1º de janeiro e 17 de maio de 2025, foram confirmados 1.217 casos de dengue em Curitiba. No mesmo intervalo do ano anterior, o número havia chegado a 14.369 registros — quase 12 vezes mais. Além da diminuição dos casos, o município não contabilizou óbitos pela doença neste ano até o momento. Em 2024, dos oito óbitos registrados, sete ocorreram justamente até a 20ª semana epidemiológica, considerada o período de maior sazonalidade.
Apesar do cenário positivo, as autoridades de saúde alertam para a necessidade de manter o nível de vigilância elevado, especialmente nos meses de verão, marcados por altas temperaturas e chuvas frequentes, condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Com esse objetivo, a Prefeitura de Curitiba promoveu, nesta sexta-feira (23), uma reunião estratégica com secretários e representantes da área da Saúde dos municípios que fazem divisa com a capital. O encontro ocorreu na Secretaria para o Desenvolvimento da Região Metropolitana e teve como foco o fortalecimento das ações conjuntas no primeiro anel metropolitano — região de intensa circulação de pessoas e impacto direto na rede de atendimento.
Participaram da reunião representantes de Araucária, Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré, Campo Magro e Campo Largo, além de técnicos da Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo o secretário para o Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba, Thiago Bonagura, o enfrentamento à dengue exige planejamento contínuo e integração entre os municípios.
“A proposta deste encontro é promover a troca de informações, alinhar estratégias e fortalecer uma atuação integrada. Só assim conseguimos ampliar a efetividade das ações e proteger a população de Curitiba e de toda a região metropolitana”, afirmou.
A secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak, reforçou que o combate à dengue não pode ser conduzido de forma isolada.
“O mosquito não reconhece limites territoriais. Por isso, a proteção da população depende de cooperação permanente entre os municípios, com ações coordenadas e contínuas”, destacou.
Durante o encontro, os gestores discutiram estratégias conjuntas que incluem mutirões de limpeza, intensificação da vigilância ambiental, controle vetorial, mobilização comunitária e integração das ações de prevenção e resposta à doença.
Entre as principais iniciativas desenvolvidas na capital está o Mutirão Curitiba sem Mosquito, que orienta a população sobre o descarte correto de materiais que possam acumular água.
Após passar por diferentes regiões da cidade, a ação chega ao bairro Boqueirão. Agentes de endemias e agentes comunitários de Saúde realizam visitas domiciliares no entorno da Unidade de Saúde Moradias Belém, localizada na Rua Cezinando Dias Paredes, nº 1096.
As atividades foram intensificadas nos dias 22 e 23 e seguem nos dias 27 e 28, com orientação aos moradores para vistoria dos imóveis e eliminação de recipientes inservíveis.
A Prefeitura reforça que o engajamento da população continua sendo decisivo para manter a queda dos índices da doença. Informações atualizadas sobre as ações estão disponíveis na página especial “Vira a água parada e o mosquito que se vire”, no site oficial do município.