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Varíola dos macacos: Anvisa aprova liberação de vacina e de remédio contra a doença

A autorização, atendendo a pedido do Ministério da Saúde, se aplica à vacina Jynneos ou Imvanex, que apesar de ser o mesmo produto, possui nomes diferentes nos EUA e na Europa
A autorização, atendendo a pedido do Ministério da Saúde, se aplica à vacina Jynneos ou Imvanex, que apesar de ser o mesmo produto, possui nomes diferentes nos EUA e na Europa

Estadão Conteúdo

26/08/22
às
9:58

- Atualizado há 4 anos

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira, 25, a dispensa de registro para que o Ministério da Saúde importe e utilize no Brasil a vacina Jynneos/Imvanex, para imunização contra a varíola dos macacos (monkeypox).

(Foto: Divulgação)

A autorização, atendendo a pedido do Ministério da Saúde, se aplica à vacina Jynneos ou Imvanex, que apesar de ser o mesmo produto, possui nomes diferentes nos EUA e na Europa. A vacina da empresa Bavarian Nordic A/S é fabricada na Dinamarca e Alemanha.

O imunizante é destinado a adultos a partir de 18 anos.  A dispensa temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.

Em seu voto, a relatora Meiruze Freitas, destacou que a monkeypox é causada por um vírus semelhante à varíola, portanto, espera-se que a vacina contra a varíola previna ou reduza a gravidade da infecção. A diretora, contudo, ressaltou a necessidade da “condução de estudos de monitoramento para a confirmação da efetividade do imunizante para a prevenção da monkeypox”.

O Ministério da Saúde informou na última segunda-feira que espera receber 50 mil doses da vacina adquiridas através do fundo rotatório da Opas, braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a América Latina. A previsão de chegada, inicialmente marcada para o fim deste mês, foi adiada para o início de setembro. 

A baixa quantidade de doses, segundo afirmou o ministro da Saúde Marcelo Queiroga em coletiva de imprensa no dia 22, será totalmente destinada aos profissionais da saúde que lidam diretamente com pacientes e materiais infectados pelo vírus. “Essas 50 mil doses não têm o poder de controlar esse surto”, admitiu.

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