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USP oficializa demissão de professor da Faculdade de Direito acusado de assediar dez alunos

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado. Mascaro pode recorrer da decisão em até 30 dias
Alysson Mascaro, Professor no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da FDUSP FOTO Faculdade de Direito da USP Foto: Faculdade de Direito da USP
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado. Mascaro pode recorrer da decisão em até 30 dias

Estadão Conteúdo

11/02/26
às
16:11

- Atualizado há 13 segundos

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A Universidade de São Paulo (USP) oficializou nesta quarta-feira, 11 a demissão do professor Alysson Leandro Barbate Mascaro, acusado de assediar dez alunos entre 2006 e 2024. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado. Mascaro pode recorrer da decisão em até 30 dias. O Estadão busca contato com a defesa.

Em dezembro do ano passado, a Faculdade de Direito da USP decidiu demitir o professor, que passou a ser investigado por assédio em 2024. Ele estava afastado da instituição desde então. À época da denúncia, Mascaro já tinha negado as acusações.

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Mascaro era professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo na graduação e na pós-graduação, livre-docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito e autor de livros como Crise e Golpe e Estado e Forma Política (Boitempo Editorial), Filosofia do Direito e Introdução ao Estudo do Direito (GEN-Atlas).

A Comissão que investigou o caso teve inicialmente 90 dias (prorrogáveis, se fosse necessário – o que ocorreu diversas vezes) para conclusão dos trabalhos. O afastamento cautelar foi publicado em portaria em dezembro de 2024 e solicitado pelo Presidente da apuração preliminar.

No documento, o diretor afirmava que havia “fortes indícios de materialidade dos fatos e que estes envolvem possível enquadramento típico de assédio sexual vertical”.

Na ocasião, a defesa do docente rebateu as acusações e alegou que “perfis fakes de Instagram são criados para propagar calúnias, inverdades e estimular intrigas”.

O procedimento contra Mascaro foi instaurado após solicitação do Centro Acadêmico XI de Agosto. A representação dos alunos cita reportagem publicada pelo site The Intercept com denúncia de supostos abusos contra dez alunos da faculdade cometidos por Mascaro entre 2006 e 2024.

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