
- Atualizado há 3 anos
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, dia 9, os últimos 16 ministros e completou a formação do primeiro escalão do futuro governo. Lula adiou os acordos políticos a até três dias da posse, para abrir espaço aos partidos de centro-direita, seu futuro Centrão, e ampliar a base de governabilidade no Congresso.
Entre os partidos de Centro, está o União Brasil, do senador eleito pelo Paraná, o ex-juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, responsável por determinar a prisão de Lula em abril de 2018. O União do Brasil levou o Ministério de Integração e Desenvolvimento Regional – Waldez Góes (governador do Amapá, do PDT, vai migrar para o partido), Turismo – Daniela do Waguinho (União Brasil) e Comunicações -Juscelino Filho (União Brasil).
Como fica Sérgio Moro com as escolhas? Apesar de fazer parte do governo Lula, o União Brasil deve dar autonomia aos eleitos para fazerem ou não oposição ao novo presidente, até pela presença de outros políticos contrários ao PT na sigla, não apenas Moro. O ex-juiz, no dia da posse em Curitiba, afirmou ao Portal Nosso Dia que será oposição responsável ao governo Lula.

“Serei oposição, mas claro que uma oposição racional. Terei uma defesa muito firme aos interesses do estado do Paraná. Tenho uma relação muito cordial com o governador, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), e irei contribuir no que puder”, afirmou na ocasião.
Moro foi eleito senador pelo Paraná com 1.953.159 votos (33,5% dos votos válidos).