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Tribunal decreta perda da patente de major do Exército por desvio de R$ 25 milhões

As investigações apontam que, entre 2004 e 2005, o major atuou como um dos 'mentores' de um complexo esquema criminoso no Instituto Militar de Engenharia (IME)
Major do Exército, Washington Luiz de Paula, foi condenado pela 2ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM) a uma pena de 16 anos de reclusão Foto: Reprodução
As investigações apontam que, entre 2004 e 2005, o major atuou como um dos 'mentores' de um complexo esquema criminoso no Instituto Militar de Engenharia (IME)

Estadão Conteúdo

04/02/26
às
8:20

- Atualizado há 4 horas

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O Superior Tribunal Militar (STM) considerou procedente uma Representação para Declaração de Indignidade para o Oficialato apresentada pelo Ministério Público Militar e determinou a perda de patente do major da reserva remunerada do Exército Washington Luiz de Paula – condenado a 16 anos de prisão por liderar um esquema de fraude que desviou mais de R$ 25 milhões em convênios entre o Exército e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte).

Estadão busca contato com o major, que também é advogado e fez sua própria defesa no processo. As investigações apontam que, entre 2004 e 2005, o major atuou como um dos ‘mentores’ de um complexo esquema criminoso no Instituto Militar de Engenharia (IME). Na época, ele exercia a função de Coordenador Administrativo de convênios firmados com o DNIT.

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Segundo o Ministério Público Militar, o grupo fazia uso de três núcleos de atuação para fraudar 88 procedimentos licitatórios. O esquema funcionava através da criação de empresas de fachada, registradas em nome de ‘laranjas’ – incluindo parentes do próprio major. Essas empresas venciam licitações na modalidade ‘Convite’ e recebiam pagamentos antecipados por serviços que nunca eram executados.

O rombo aos cofres públicos, atualizado até dezembro de 2011, ultrapassou R$ 25,7 milhões. De acordo com a sentença, o ‘plano criminoso foi arquitetado antes mesmo da assinatura dos convênios, resultando em evolução patrimonial injustificada dos envolvidos’.

Mais de 200 documentos foram falsificados para dar aparência de legalidade às fraudes.

O major foi condenado pela 2ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM) a uma pena de 16 anos de reclusão.

Ao todo, 15 pessoas foram investigadas por supostas irregularidades em 88 processos licitatórios em convênio firmado entre o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o DNIT. A execução do contrato ocorreu entre 2004 e 2005 e movimentou um montante de R$ 38 milhões. Desse total, a estimativa, de acordo com a denúncia do Ministério Público Militar, é que tenham sido desviados na época R$ 11 milhões por meio de um ‘complexo esquema criminoso, que acontecia por meio de um conluio de militares que ocupavam cargos estratégicos dentro do IME e empresas contratadas que deveriam fornecer bens e serviços’.

COM A PALAVRA, O MAJOR WASHINGTON LUIZ DE PAULA

Estadão busca contato com o major Washington Luiz de Paula. O espaço está aberto.

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