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Triatleta Luisa Baptista volta para casa após alta e é recebida com festa: ‘Muito grata’

Luisa se recupera de um acidente ocorrido em dezembro de 2023, enquanto treinava em São Carlos (SP)
Triatleta Luisa Baptista volta para casa no interior de São Paulo. Foto: @luisabaptistad via Instagram
Luisa se recupera de um acidente ocorrido em dezembro de 2023, enquanto treinava em São Carlos (SP)

Estadão Conteúdo

09/06/24
às
9:34

- Atualizado há 2 anos

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A triatleta Luisa Baptista, de 29 anos, voltou para a casa da família, em Araras, no interior de São Paulo, pela primeira vez desde seu acidente e foi recebida com festa. Parentes, amigos e moradores comemoraram o retorno dela na noite desta sexta-feira, após alta médica.

“Estou falando normal e já andando com a muleta. Eu sou muito grata a isso e é questão de tempo para que a vida volte ao normal e eu volte a praticar o esporte”, declarou Luisa sobre sua reabilitação à EPTV, afiliada da TV Globo.

Luisa se recupera de um acidente ocorrido em dezembro de 2023, enquanto treinava em São Carlos (SP). Ela foi atropelada, ficou dois meses em coma e passou por uma série de cirurgias ao longo de quase 170 dias desde o ocorrido.

A atleta teve alta em abril deste ano, mas voltou a ser internada no fim de maio para uma cirurgia de prótese no quadril em um hospital na capital paulista, onde ficou até sexta-feira. Neste sábado, já em sua cidade natal, ela foi homenageada durante visita à Associação Atlética Ararense, na qual iniciou a carreira.

Campeã nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, no Peru, Luisa conquistou a medalha de ouro na prova individual feminina do triatlo e na disputa do revezamento misto, ao lado de Vittoria Lopes, Manoel Messias e Kauê Willy. Também foi a 32ª colocada nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

SOBRE O ATROPELAMENTO

Luisa Baptista foi atropelada por uma moto no dia 23 de dezembro de 2023, durante um treinamento de ciclismo na Estrada Municipal Abel Terrugi (SCA-329), em São Carlos, município do interior de São Paulo. O impacto resultou em múltiplos ferimentos e fraturas graves – sobretudo na tíbia e no fêmur.

Após as cirurgias, ela enfrentou complicações na coagulação sanguínea e nos pulmões, passando por terapia de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO). O procedimento funciona como um pulmão artificial, desviando o sangue do coração do paciente para oxigená-lo em uma membrana e depois reinserindo-o no corpo

O motociclista Nayn José Sales também sofreu ferimentos de média complexidade. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele não possuía habilitação e teve sua motocicleta apreendida. O caso é investigado pela Polícia Civil como lesão corporal culposa.

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