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Torcedores do Athletico criam movimento contra contração de Cuca, especulado para comandar o Furacão

O movimento foi puxado pelo grupo de torcedoras Gurias no Caldeirão, que manifestou o descontentamento com os rumores de sua contratação por meio de uma publicação no Twitter
Técnico Cuca - Foto: RODRIGO COCA/AGENCIA CORINTHIANS
O movimento foi puxado pelo grupo de torcedoras Gurias no Caldeirão, que manifestou o descontentamento com os rumores de sua contratação por meio de uma publicação no Twitter

Estadão Conteúdo

20/06/23
às
7:16

- Atualizado há 3 anos

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Os boatos de uma possível negociação entre Cuca e o Athletico Paranaense fizeram a hashtag #CucaNão ganhar força nas redes sociais nesta semana. O treinador de 60 anos está livre no mercado desde abril, quando rescindiu com o Corinthians após rejeição da torcida por causa de uma condenação por estupro ocorrida em 1989, na Suíça. O movimento foi puxado pelo grupo de torcedoras Gurias no Caldeirão, que manifestou o descontentamento com os rumores de sua contratação por meio de uma publicação no Twitter.

“Devido aos fatos já conhecidos, manifestamos nosso posicionamento contrário à contratação do Cuca como treinador. Reconhecemos que há torcedoras, torcedores e pessoas de todas as idades que compartilham dessa preocupação e também desejam que essa contratação não se concretize”, escreveu. “Solicitamos que o Clube Athletico Paranaense reveja sua decisão e escolha um treinador que seja um exemplo de valores positivos e respeito. Nossa paixão pelo clube não se abala, mas é essencial que estejamos unidas na defesa de uma cultura esportiva livre de violência e abusos.”

Alguns torcedores citaram até mesmo a decisão do clube em desligar os atletas Bryan García e Pedrinho depois de eles serem citados no caso de esquema de apostas esportivas. Assim, segundo alguns athleticanos, o clube também não deveria dar espaço para Cuca. “Após ter passado a vida entoando que jamais treinaria o Athletico, Cuca agora vê o clube como oportunidade de seguir atuando e espera contar com os que relativizam crimes contra uma criança. Nosso contexto aqui é complexo, mas se ele esperava paz e unanimidade, NÃO TERÁ!”, escreveu uma torcedora.

Na sexta-feira, o Athletico demitiu o treinador Paulo Turra após Luiz Felipe Scolari, então diretor-técnico, deixar o time para ser o novo comandante do Atlético-MG. A decisão de ter Turra à beira do gramado era respaldada pela presença de Felipão na comissão técnica. Após a rescisão com o pentacampeão, a diretoria do clube paranaense entendeu que deveria buscar outro profissional. O auxiliar Wesley Carvalho irá comandar o time interinamente.

Cuca se envolveu em controvérsia ainda quando era jogador. Em 1987, em Berna, na Suíça, o então meio-campista do Grêmio foi detido com os também atletas Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, sob a acusação de manter relação sexual com uma menina menor de idade, de 13 anos.

Os jogadores permaneceram em cárcere por 30 dias. Fernando foi o primeira a ser liberado, já que a sua participação no ato não foi comprovada. Dois anos mais tarde, Cuca acabou condenado a 15 meses de prisão e ao pagamento de US$ 8 mil. Em matéria publicada à época pelo Estadão, o atual treinador disse que o episódio o fez adquirir “experiência e maturidade”. Ele nega qualquer participação. Ele já pagou sua dívida com a Justiça.

Depois de ficar quase dois ano longe do futebol, Cuca foi anunciado pelo Corinthians no dia 20 de abril. Assim como no time paranaense, a rejeição pela contratação do treinador foi grande, mas o presidente Duílio Monteiro Alves bancou sua chegada. A pressão dos torcedores e da opinião pública aumentou e ele saiu após apenas seis dias no cargo, alegando que estava sendo “massacrado” nas redes. Apesar de o crime já ter prescrevido, ele afirma que vai resolver a questão com a Justiça suíça.

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