
- Atualizado há 4 anos
A Polícia Civil do Paraná investiga se o apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Jorge Guaranho, premeditou a ida à festa de 50 anos do tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores) em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná, Marcelo Arruda. Na noite do último sábado (9), o agente penal federal matou o petista e ficou ferido na troca de tiros, após uma discussão por política.

A informação foi revelada pela jornalista Andréia Sadi, âncora do Estúdio i, na Globonews. De acordo com Sadi, uma testemunha contou à Polícia Civil que Guaranho esteve durante a tarde na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresf), de onde é diretor, participando de um churrasco e uma partida de futebol.
Durante o evento que participou, a testemunha revelou que Guaranho teria tido acesso às imagens de câmeras de segurança, que mostravam a decoração da festa com fotos do ex-presidente Lula e de símbolos que remetiam ao PT.
Com essa informação, a polícia, conforme Sadi, suspeita que o apoiador de Bolsonaro foi ao local de propósito na hora em que a festa acontecia, onde teria gritado ‘Aqui é Bolsonaro’ e xingado os participantes, com Arruda jogando pedregulhos contra o carro dele. O agente penal também teria ameaçado que voltaria à festa, o que de fato aconteceu quinze minutos depois.
Segundo o promotor de Justiça Tiago Lisboa Mendonça, que acompanha o caso, a esposa do agente penal afirmou que foi até a associação porque costumava fazer rondas ao final de semana. Ela não confirmou a versão de que Guaranho sabia que aconteceria uma festa em com a temática de esquerda.
A expectativa é de que o inquérito policial seja concluído até a próxima terça-feira (19). Guaranho está sedado em assistência ventilatória mecânica, hemodinamicamente estável. Não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).