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Sonhado em Curitiba, Viaduto do Orleans não deve mais ser construído; saiba o motivo

Prefeito de Curitiba afirmou, em uma rede social, que a obra 'nunca foi da prefeitura'; segundo ele, Governo Federal pretende alargar a BR-277
Prefeito de Curitiba afirmou, em uma rede social, que a obra 'nunca foi da prefeitura'; segundo ele, Governo Federal pretende alargar a BR-277

Redação

20/03/23
às
10:09

- Atualizado há 3 anos

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Cerca de cinco anos após anunciar o projeto de construção de um novo viaduto no bairro Orleans, em Curitiba, o prefeito da capital paranaense, Rafael Greca (DEM), afirmou que a obra não deve sair do papel, mas por culpa do Governo Federal. Sob a promessa de “solucionar o gargalo do tráfego” na região, a ideia inicial da administração municipal era construir uma rotatória elevada para ligar os dois lados da BR-277, mas um novo projeto foi anunciado em 2021: implementação de um binário e de um novo viaduto. Segundo Greca, a obra não deve sair do papel porque o sonho foi ‘implodido’ pelo Governo Federal, que pretende alargar a rodovia.

A afirmação sobre a não execução da obra, que era considerada prioridade da gestão, foi feita no último dia 14 pelo prefeito, ao responder um internauta nas redes sociais. Em uma publicação realizada por Greca sobre o planejamento de uma reforma na estrutura que liga as ruas João Miqueletto e Eduardo Pinto da Rocha, no bairro Alto Boqueirão, um cidadão citou o projeto do viaduto do Orleans.

“Essas fotos feitas em computador são muito bonitas, duro é sair da tela para a realidade. Igual ao novo viaduto do Orleans sobre a BR-277”, escreveu o homem, que logo foi respondido pelo gestor. “Esta obra nunca foi da Prefeitura. É um sonho agora implodido porque Governo Federal quer alargar a BR 277 [sic]”, afirmou Greca.

Projeto do viaduto com rotatórias (Foto: Arquivo)

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a obra seria uma reivindicação antiga dos moradores dos bairros Campo Comprido e São Braz, pois, pelo viaduto existente, passam 3 mil veículos por hora no pico, fazendo a ligação pela Avenida Toaldo Túlio com o Orleans e seguindo ao Campo Comprido pela rua João Falarz, o que sobrecarrega o tráfego na região.

Em agosto de 2021, o Governo do Estado divulgou que a obra de construção do novo viaduto custaria cerca de R$ 30 milhões e que ela seria concluída em 360 dias. À época, Greca disse que o projeto era “um sonho antigo que, aos poucos, vai se transformando em realidade”. A proposta, contudo, foi suspensa devido às exigências da nova concessão de rodovias do Paraná, que estão sob responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Cerca de 11 meses depois, a prefeitura apresentou uma nova proposta ao Governo do Paraná, a qual previa a implantação de um binário sobre a rodovia, além da manutenção no viaduto existente.

“É uma mudança provocada por decisão federal. A alternativa proposta é mais simples por se tratar da construção de um viaduto apenas, em lugar da rotatória estendida que havia sido prevista, ao mesmo tempo em que estrutura permitirá a futura implantação das faixas exigidas pela ANTT. O binário do Orleans irá contemplar a região com melhoria viária, integrando os dois lados e promovendo o desenvolvimento”, afirmou Greca, em junho do ano passado.

Para o Portal Nosso Dia, a Prefeitura de Curitiba enviou resposta sobre o assunto, afirmando que:

A partir da futura concessão do trecho rodoviário de domínio federal, onde está localizado o viaduto do Orleans, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prevê que sejam implantadas mais faixas de rolamento (tanto no sentido Curitiba como no sentido Interior do Estado) na BR-277.
Essa alteração de ampliação das faixas na rodovia, definida pelo órgão federal, obrigou a formatação de uma nova alternativa a ser projetada para o Viaduto do Orleans, cujo encaminhamento depende de formalização de convênio pelo governo do Estado.

A nova proposta, desenvolvida pela coordenação do Sistema Viário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e apresentada ao governador Ratinho Junior, em junho de 2022, é a da implantação de um binário por sobre a rodovia, com a manutenção do viaduto existente, e a construção, pelo governo do Estado, de outro viaduto em paralelo e das obras viárias na faixa de domínio da rodovia. A parte que caberá à Prefeitura será a de desenvolver o projeto viário nas ligações de ambos os lados da rodovia. O Estado ficará encarregado da construção do viaduto em paralelo ao existente e das intervenções na faixa de domínio rodoviária.

O Nosso Dia também entrou em contato com o Governo do Paraná e ANTT, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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