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Sindicato dos Metalúrgicos diz que trabalhadores foram atacados pela PM; líder sindical foi preso

Na manifestação pública, o presidente do sindicato, Sérgio Butka, declarou que “não há crime em lutar por direitos”
(Foto: Reprodução de vídeo)
Na manifestação pública, o presidente do sindicato, Sérgio Butka, declarou que “não há crime em lutar por direitos”

Estadão Conteúdo

04/02/26
às
13:32

- Atualizado há 14 segundos

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O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba afirmou que trabalhadores da empresa Brose foram alvo de ação policial durante uma mobilização na manhã desta quarta-feira (4), em frente à fábrica localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O líder sindical, Nelson da Força, foi preso e o PT do Paraná afirmou que foi vítima de uma ação truculenta por parte da Polícia Militar (PM).

Em nota, a entidade classifica a atuação como “truculência policial” e denuncia práticas antissindicais por parte da empresa.

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Segundo o sindicato, os trabalhadores reivindicavam melhores salários e condições de trabalho quando teriam sido “simplesmente atacados pela polícia”. A entidade sustenta que, desde o início das mobilizações, funcionários vêm sofrendo pressão e assédio, e que a realização de assembleias tem sido dificultada por frequentes intervenções policiais.

Ainda conforme a nota, a condução do episódio transforma uma pauta trabalhista em “caso de polícia” e viola direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e por convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O sindicato também afirma que a empresa se recusou ao diálogo e teria recorrido a práticas antissindicais para enfraquecer a mobilização dos trabalhadores.

Durante a ocorrência, Nelson da Força, líder sindical ligado ao movimento, foi preso. O sindicato não detalhou as circunstâncias da detenção, mas afirma que a prisão integra um contexto de criminalização da luta coletiva e de tentativa de intimidação dos trabalhadores.

Assista ao vídeo da prisão de Nelson da Força:

Na manifestação pública, o presidente do sindicato, Sérgio Butka, declarou que “não há crime em lutar por direitos” e cobrou providências das autoridades para garantir o direito constitucional de manifestação e greve. A entidade também criticou o uso da Polícia Militar do Paraná para conter atos trabalhistas, defendendo que a corporação existe para “servir e proteger o cidadão”.

Ao final, o sindicato reafirmou que a mobilização dos trabalhadores da Brose continuará e que não aceitará intimidação, repressão ou criminalização da luta por melhores condições de trabalho e remuneração.

O Portal Nosso Dia entrou contato com a PM e aguarda retorno. O espaço permanece aberto caso a Brise queira se manifestar.

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