
- Atualizado há 2 anos
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O ano de 2023 já é marcado por discussões quentes e em alguns momentos até ofensivas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em uma das últimas, o deputado estadual Ademar Traiano (PSD), presidente da Casa, foi chamado de corrupto pelo deputado Renato Freitas (PT). Parlamentares têm reclamado que os debates pessoais tiram o foco do que seria importante. É neste sentido que a Mesa Executiva da Alep propôs as lideranças partidárias mudanças no regimento interno da instituição.
Ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia, na tarde desta terça-feira (24), Traiano afirmou que muita coisa será mudada, para uma adequação semelhante ao que aconteceu na Câmara Federal. Na última segunda-feira (24), houve uma primeira reunião sobre o tema.
“O objetivo da reunião foi expor aos líderes a intenção de se fazer uma nova reestruturação do regimento interno. Não posso detalhar ainda o que se propõem a fazer, mas muito em breve tornaremos isso público, para reorientar o comportamento dos parlamentares no plenário. Vamos mudar muita coisa, adequar ao que acontece na Câmara Federal. É um ajuste necessário”, disse Traiano.
Durante os questionamentos do Portal Nosso Dia, Traiano preferiu não citar casos específicos que levaram a essa proposta de mudança. Ele também não adiantou o que virá pela frente. “É um composto de 28 alterações. No momento oportuno vai à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e ao Plenário”, afirmou.

Quem também falou sobre o tema foi o corregedor da Alep, o deputado estadual Artagão Junior (PSD), destacando a importância de modernização do regimento interno. “É uma adequação aos novos tempos e ferramentas disponíveis, como as rede sociais. Vamos discutir ideias e projetos para avançar na modernização e deixar mais claros punições e prazos dados pela Corregedoria”, destacou.
A última discussão mais tensa registada na Alep foi na quarta-feira da semana passada, quando os deputados Luiz Claudio Romanelli (PSD) e Ricardo Arruda (PL) acirraram os ânimos durante debate sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, Romanelli criticou o baixo nível de algumas discussões na Alep e recebeu o apoio de outros parlamentares.
“Reconheçamos que não podemos normalizar o linguajar chulo e pautar o debate no parlamento sobre o mesmo tema, quando a maioria dos deputados se sente intimidado de trazer um tema de relevância à sociedade, porque o debate está sendo nivelado por baixo”, disse.
Romanelli recebeu o apoio de diversos outros deputados presentes na sessão. Nelson Justus (União) apoiou o parlamentar. “Estamos perdendo nosso tempo e nivelando a conversa por baixo. Temos que seguir o nosso regimento, o que é falta de ética e o que não é. Isso é importante que se faça. Eu faço voz a sua fala. Não podemos continuar a ouvir vômitos de asneiras de ambos os lados. Nos interessa a questão do aborto, que não vamos votar? Se Lula é ex-presidiário ou não? Lá nos interessa isso”, questionou.