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Servidores são afastados em operação contra violência política e corrupção eleitoral no Paraná

A investigação, iniciada ainda em 2024, apura a atuação de um grupo criminoso que teria se estruturado para assegurar, a qualquer custo, a manutenção do poder político local
(Foto: Divulgação PF)
A investigação, iniciada ainda em 2024, apura a atuação de um grupo criminoso que teria se estruturado para assegurar, a qualquer custo, a manutenção do poder político local

Redação Nosso Dia

10/03/26
às
8:46

- Atualizado há 9 segundos

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Cinco servidores foram afastados durante a segunda fase da Operação Vox Integra, em de São Miguel do Iguaçu, nesta terça-feira (10). O objetivo das ações é aprofundar as investigações relacionadas à prática de violência política de gênero, corrupção eleitoral, associação criminosa armada e transporte irregular de eleitores, no contexto das Eleições Municipais de 2024.

Nesta fase da operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos em São Miguel do Iguaçu, além do afastamento cautelar de cinco servidores públicos municipais de suas funções, por determinação do TRE/PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná).

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A investigação, iniciada ainda em 2024, apura a atuação de um grupo criminoso que teria se estruturado para assegurar, a qualquer custo, a manutenção do poder político local. Segundo os elementos já reunidos, o grupo teria atuado por meio de atos de intimidação contra adversários políticos, inclusive com o emprego de arma de fogo em emboscada, além da manutenção de contabilidade paralela voltada à compra de votos.

As medidas de busca e apreensão cumpridas buscaram reunir elementos probatórios relacionados à compra de votos, aos atos de intimidação contra adversários políticos e ao uso indevido da estrutura administrativa municipal em benefício eleitoral.

O afastamento cautelar de servidores municipais decorre de indícios de utilização da máquina pública para a prática de ilícitos eleitorais, inclusive por meio de nomeações para cargos comissionados e da liberação irregular de procedimentos médicos em troca de apoio político.

Foram arrecadados celulares dos alvos da operação, além de computadores, documentos e uma arma de fogo com munições.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção eleitoral (art. 299 do Código Eleitoral), violência política de gênero (art. 326-B do Código Eleitoral), associação criminosa armada (art. 288, parágrafo único, do Código Penal) e transporte irregular de eleitores (art. 11, inciso III, da Lei nº 6.091/74), cujas penas máximas somadas podem alcançar 18 anos e 6 meses de reclusão.

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