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O deputado estadual Renato Freitas afirmou que confia no reconhecimento de legítima defesa no processo que enfrenta no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná, após prestar depoimento nesta segunda-feira (6). O caso envolve uma briga registrada em novembro do ano passado, no Centro de Curitiba.
“Acredito que nós pudemos esclarecer com os testemunhos, os vídeos e as demais provas documentais exatamente o que ocorreu”, disse o parlamentar. “Isso nos dá a confiança de que nós não seremos punidos. Pelo contrário, acreditamos que será reconhecida a nossa legítima defesa.”
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A confusão ocorreu em uma rua da região central da capital paranaense e ganhou repercussão após vídeos da briga circularem nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que Freitas se envolve em uma luta corporal com outro homem.
Segundo o deputado, o episódio começou após uma suposta tentativa de atropelamento. “Eu estava saindo de um exame de ecografia, o primeiro da minha filhinha, e uma pessoa me avistou e, cada vez mais, eu estou convencido que intencionalmente jogou o carro pra cima de nós”, afirmou.
Ele relatou que o veículo teria feito uma manobra irregular. “Ele estava com as quatro rodas na calçada, paralelamente à rua. Veio por trás e tocou o carro. A velocidade já demonstra que foi, no mínimo, uma ameaça.”
Freitas também disse que houve provocações verbais antes da briga. “Na hora que eu olho pro rapaz e falo a respeito do pedestre, ele já vai andando e me xingando. Era algo pessoal contra mim”, declarou.
De acordo com o parlamentar, o confronto ocorreu após o homem descer do carro e ir em sua direção. “No que eu atravessei a rua, olhei pra trás e ele já estava estacionando e veio correndo. Eu fui ao encontro dele porque não queria que uma eventual briga ocorresse ao lado da minha companhia, que estava grávida.”
Freitas afirmou que tentou conter a situação rapidamente. “Cheguei ali pra tentar cessar a injusta ameaça. Isso tudo durou cerca de 8 segundos”, disse.
Ele destacou que um terceiro envolvido teria imobilizado o outro homem no início. “Quem de fato agiu foi o Carlos, que empurrou e imobilizou o rapaz. Eu não precisei agredir naquele momento.”
Segundo o deputado, a briga continuou depois. “Ele que me deu o primeiro soco. Tentei uma briga que não fosse violenta, com golpes baixos, mas ele queria uma briga sangrenta e acabou quebrando o meu nariz.”
Freitas afirmou que reagiu em seguida. “Depois disso eu reagi, acertei alguns golpes até finalizá-lo com um golpe de jiu-jitsu, um triângulo de mão.”
O parlamentar também mencionou suposto histórico do outro envolvido. “A decisão vai ser favorável também por conta do histórico do réu. Ele tem passagens por intimidar pessoas e nas redes sociais já disse que brigava pra ganhar visualizações”, declarou.
Para Freitas, a análise das imagens completas deve ser determinante. “Hoje foi exibido o vídeo sem edição, com a velocidade real, e isso evidencia o que aconteceu”, afirmou.
Questionado sobre enfrentar mais de um processo no Conselho de Ética e ainda manter o mandato em ano eleitoral, Freitas disse que tem energia para seguir. “Eu não me considero uma pessoa de talentos extraordinários, mas aprendi a sobreviver. Nisso eu sou especialista.”
Sobre uma possível candidatura à Câmara Federal, o deputado foi direto: “Se for da vontade do povo e se Deus permitir, com certeza em Brasília outros coronéis verão o seu reino ameaçado.”