PUBLICIDADE
Paraná /
DE OLHO NA ALEP

Sem reformulação da carreira encaminhada à Alep, APP não descarta greve de professores

Walkiria, presidente da APP-Sindicato, destacou que a principal expectativa da categoria era a chegada do projeto que trata da carreira do magistério, o que não ocorreu
(Foto: Reprodução Nosso Dia)
Walkiria, presidente da APP-Sindicato, destacou que a principal expectativa da categoria era a chegada do projeto que trata da carreira do magistério, o que não ocorreu

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

31/03/26
às
16:12

- Atualizado há 5 horas

Compartilhe:

A presidente da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto, afirmou nesta terça-feira (31), durante sessão na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que a categoria pode avançar para uma greve após a frustração com o não envio do projeto de reformulação da carreira dos professores pelo Governo do Estado.

Segundo ela, foram lidos em plenário apenas dois Projetos de Lei (PLs) relacionados aos servidores: o reajuste de 5% da data-base e a reestruturação da carreira dos agentes de apoio, que atinge servidores de quatro secretarias. No caso da educação, a medida contempla cerca de dois mil dos sete mil profissionais de apoio.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

Walkiria destacou que a principal expectativa da categoria era a chegada do projeto que trata da carreira do magistério, o que não ocorreu. “Uma das pautas centrais que apresentamos ao governo foi a reformulação da carreira dos professores. Todas as carreiras foram alteradas por este governo, menos a dos professores”, afirmou.

A dirigente classificou a decisão como “frustrante” e disse que a ausência do projeto causa indignação entre os trabalhadores da educação. De acordo com ela, há uma defasagem salarial significativa em relação a outras categorias do funcionalismo estadual.

“Hoje, servidores com ensino superior ingressam com salário base de R$ 7.616 para 40 horas. Já o professor começa recebendo R$ 4.920 para a mesma carga horária”, disse. Ela também citou levantamento nacional que coloca o Paraná na 25ª posição no ranking de salários iniciais de professores.

Apesar de reconhecer a importância da data-base, Walkiria afirmou que o índice de 5% está abaixo do necessário. Segundo ela, as perdas salariais acumuladas chegam a cerca de 49%. O fórum das entidades sindicais havia proposto reajuste de 12,8%, referente à inflação acumulada desde a última reposição, em agosto de 2023.

“A data-base é importante, mas o índice é insuficiente diante das perdas. O 5% fica muito aquém da proposta apresentada pelos servidores”, pontuou.

A presidente também criticou o impacto do salário inicial sobre novos profissionais. “O Estado anunciou a contratação de novos professores, que vão entrar ganhando R$ 4.920 para 40 horas, enquanto outras carreiras já começam com R$ 7.600. É o pior salário do Estado e um dos piores do país”, afirmou.

Diante do cenário, a APP-Sindicato deve convocar uma nova assembleia para discutir os próximos passos da mobilização. A categoria já aprovou estado de greve anteriormente e pode endurecer a posição.

“Tínhamos um indicativo de greve que seria iniciado na semana passada, mas havia a sinalização de que o projeto da carreira seria enviado. Como isso não aconteceu, vamos reunir novamente a assembleia para avaliar os próximos passos da luta”, concluiu.

TÁ SABENDO?

DE OLHO NA ALEP

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias