
- Atualizado há 3 anos
O ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) disse, durante coletiva de imprensa em Curitiba, que a Operação Lava Jato está dando marcha ré e oportunizando que ‘bandidos concorram às Eleições’. Sem citar nomes, Moro criticou a soltura de políticos que foram presos pela Lava Jato, na época em que conduzia a Operação. Moro não detalhou o que seria esse perigo mencionado por ele.

Ao responder um questionamento, no fim da coletiva, Moro disse que os paranaenses o reconhecem como uma figura de combate à corrupção. Logo depois, criticou a soltura de políticos.
“Tenho certeza que os paranaenses reconhecem a importância da Operação Lava Jato, em que pese, muitos reverses (marcha ré) estão acontecendo e que não entendemos bem. O que entendemos é que bandidos estão sendo colocados soltos, e bandidos estão sendo permitidos que concorram as Eleições, que acho um perigo para o Brasil. Mas a população reconhece que a corrupção existiu, é grave e precisa ser combatida”, disse o Moro.
Embora o ex-juiz e agora político não tenha mencionado nomes, tudo leva a crer de que Moro fez referência a Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, preso pela Lava Jato e solto, um ano depois. Lula continua liderando as principais pesquisas eleitorais para a presidência e conseguiu, por meio da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), anular as condenações da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava-Jato.
A coletiva de imprensa foi um chamado para que Moro dissesse de maneira oficial qual seria seu rumo político no estado do Paraná. No entanto, ele não confirmou candidatura a nenhum cargo e garantiu que andará pelo Estado para se reconectar com o Paraná.
Mesmo assim, já no fim da coletiva, presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, deixou escapar o político paranaense disputará uma vaga para o Congresso Nacional, que é bicameral. Ou seja, composto por duas Casas: o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.