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Sem cassação: Câmara rejeita pedidos de investigação contra prefeito de Fazenda Rio Grande

A decisão foi tomada por oito votos contrários e quatro favoráveis, o que resultou no arquivamento das denúncias
(Foto: Divulgação)
A decisão foi tomada por oito votos contrários e quatro favoráveis, o que resultou no arquivamento das denúncias

Redação Nosso Dia

03/02/26
às
6:56

- Atualizado há 44 segundos

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A Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, rejeitou nesta segunda-feira (2) dois pedidos de investigação por infração político-administrativa contra o prefeito Marco Antônio Marcondes (PSD). A decisão foi tomada por oito votos contrários e quatro favoráveis, o que resultou no arquivamento das denúncias.

As representações tinham como objetivo a abertura de um processo político que poderia levar à cassação do mandato. Marcondes é investigado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos no âmbito da Operação Fake Care, que apura irregularidades na área da saúde do município.

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O prefeito foi preso em outubro de 2025 durante a operação, mas foi solto duas semanas depois. Por decisão da Justiça, ele permanece afastado do cargo. Desde então, o vice-prefeito Luiz Sérgio Claudino (PP), conhecido como Serjão, assumiu interinamente a chefia do Poder Executivo Municipal.

Além do prefeito, outras quatro pessoas foram presas preventivamente durante a operação e também estão em liberdade. Segundo o MP-PR, entre os investigados estão o auditor do Tribunal de Contas do Estado Alberto Martins de Faria, apontado como líder do esquema, o ex-secretário municipal de Saúde e atual secretário de Finanças Francisco Roberto Barbosa e o comentarista esportivo Abrilino Fernandes Gomes, conhecido como Fernando Gomes, citado como intermediador das negociações. A investigação aponta ainda que a empresa envolvida no esquema estava registrada em nome de Samuel Antônio da Silva Nunes, apontado como “laranja”.

De acordo com o Ministério Público, o grupo é suspeito de crimes como corrupção ativa e passiva, contratação direta ilegal, peculato e lavagem de dinheiro. As apurações indicam um prejuízo superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos.

Segundo o MP-PR, o esquema envolvia a contratação direta e ilegal da empresa AGP Saúde LTDA para a prestação de serviços de testagem domiciliar, como testes rápidos, e levantamento estatístico. A investigação aponta que os contratos teriam sido direcionados e usados para viabilizar o desvio de recursos públicos por meio do pagamento de propina.

Votaram contra a abertura da investigação:

  • Esiquiel Franco (Republicanos)
  • Fabiano Fubá (PSD)
  • Gilmar Petry (PL)
  • Joéliton Leal (PSD)
  • Maciel (PL)
  • Michel Batata (PSD)
  • Professor Léo (Solidariedade)
  • Thauana Padilha (PSD)

Votaram a favor da abertura da investigação:

  • Caio Szadkoski (Solidariedade)
  • Enfermeiro Zé Carlos (Republicanos)
  • Fernandinho (PP)
  • Laco (PP)

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