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Secretário de Educação diz que greve afeta 5% das escolas e que há espaço para negociação

De acordo com o secretário municipal de Educação, Paulo Afonso Schmidt, cerca de 95% das escolas seguem em funcionamento
(Foto: Carlos Costa/CMC)
De acordo com o secretário municipal de Educação, Paulo Afonso Schmidt, cerca de 95% das escolas seguem em funcionamento

Redação Nosso Dia

08/04/26
às
11:55

- Atualizado há 10 segundos

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A greve dos professores da rede municipal de Curitiba começou nesta quarta-feira (8) com mobilização no Centro da cidade e impacto parcial nas unidades de ensino, segundo a Prefeitura. De acordo com o secretário municipal de Educação, Paulo Afonso Schmidt, cerca de 95% das escolas seguem em funcionamento. Saiba mais sobre a mobilização dos professores no Centro de Curitiba clicando aqui.

“Os números indicam que o atendimento está garantido em 95% de todas as unidades. São escolas em pleno funcionamento, outras com faltas parciais, mas atendendo alunos, e unidades abertas em que eventualmente os pais optaram por não levar os filhos. Quem procurou atendimento foi atendido”, afirmou o secretário.

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A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria após rejeição de propostas apresentadas pelo município. Os professores alegam que as medidas não atendem às reivindicações, que incluem avanço na carreira, melhores condições de trabalho e ampliação de benefícios.

Segundo Schmidt, a administração municipal buscou avançar nas negociações nas últimas semanas. “Tivemos várias reuniões no último mês. Evoluímos na proposta da progressão vertical, com o descongelamento das carreiras impactadas pela pandemia. O resultado percebido é que houve avanço. O diálogo é constante e valorizo a negociação”, disse.

Secretário de Educação de Curitiba (Foto: Nosso Dia)

Ele destacou que a Prefeitura recebeu oficialmente a pauta dos sindicatos no dia 31 de março e mantém a agenda aberta. “Dentro do limite de razoabilidade nas condições orçamentárias, há espaço para continuar as conversas”, afirmou.

Sobre a decisão judicial envolvendo o movimento, que considera a greve ilegal, o secretário ressaltou que o município está seguindo as determinações legais. “A questão jurídica é tratada pela Procuradoria. A decisão veio ontem e a Prefeitura tem que cumprir a lei. Também buscamos a Justiça para uma mediação”, explicou.

Em relação a críticas sobre falta de profissionais e sobrecarga em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), Schmidt reconheceu desafios, mas afirmou que medidas já estão em andamento. “Assumi há cerca de 40 dias e estou me inteirando das situações. Existe falta de professores, mas estamos suprindo com chamamentos de concurso. Essa realidade muda diariamente e, já na próxima semana, devemos ter avanço”, disse.

O secretário também comentou sobre a estrutura das unidades. “Temos escolas antigas que precisam de reformas significativas. Existe um conjunto de ações em curso, incluindo melhorias e questões como instalação de ar-condicionado, que exige adequação da rede elétrica. Tudo está sendo planejado e comunicado à sociedade”, afirmou.

Sobre a continuidade da greve, Schmidt defendeu a retomada do diálogo. “Desde o anúncio, trabalhamos em um plano de mitigação para garantir o atendimento. Não há por que prolongar essa situação. Greve é uma medida extrema. Precisamos sentar e negociar, sempre com a preocupação principal de manter o atendimento aos alunos”, concluiu.

A mobilização dos professores segue com atos e novas assembleias previstas, enquanto Prefeitura e representantes da categoria indicam disposição para dar continuidade às negociações.

Greve ilegal

O Tribunal de Justiça do Paraná considerou ilegal a paralisação que os servidores municipais do magistério de Curitiba que acontece nesta quarta-feira (8/4).

A Prefeitura informa, portanto, que escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) irão permanecer com atendimento normal às crianças e estudantes.

A liminar, assinada nesta terça-feira (7/4) pelo desembargador Ramon de Medeiros Nogueira, aponta que a greve é abusiva e estabelece multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) caso o movimento seja iniciado, bem como desconto dos salários dos servidores que aderirem à paralisação.

A decisão do magistrado aponta que não houve o esgotamento da negociação coletiva e nem garantida a manutenção do serviço, que é essencial, com percentual mínimo de servidores.

Também assinala que não foi observado prazo mínimo de 72 horas para comunicação do movimento, após frustração das tratativas.

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