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Monitoramento ambiental garante requalificação eficiente da orla de Pontal do Paraná

Ao final da reestruturação, com estimativa para ocorrer ainda em 2026, está prevista a recuperação ambiental de uma área total de 44.358 metros quadrados, o dobro do espaço que será impactado
Foto: IAT
Ao final da reestruturação, com estimativa para ocorrer ainda em 2026, está prevista a recuperação ambiental de uma área total de 44.358 metros quadrados, o dobro do espaço que será impactado

Redação*

11/02/26
às
9:47

- Atualizado há 19 segundos

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Paralelamente aos trabalhos de requalificação da orla de Pontal do Paraná, no Litoral, o Instituto Água e Terra (IAT) deu início ao monitoramento e acompanhamento ambiental da obra, que alcançou 10% de execução em janeiro. O pacote inclui intervenções sobre a faixa de restinga, com foco no manejo controlado da vegetação e na proteção da fauna associada ao ecossistema em uma área de 22 mil metros quadrados, seguindo as condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento.

Ao final da reestruturação, com estimativa para ocorrer ainda em 2026, está prevista a recuperação ambiental de uma área total de 44.358 metros quadrados, o dobro do espaço que será impactado. Entre as ações estão o enriquecimento da flora com o plantio de espécies nativas; remoção ou controle de exóticas; e a gestão da fauna silvestre.

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Iniciada em julho do ano passado, a primeira fase da intervenção urbana prevê a revitalização de 3,66 quilômetros de extensão entre os balneários de Monções e Canoas. A execução é do Consórcio Orla de Pontal, vencedor da licitação, realizada pela modalidade menor preço. O investimento é de R$ 34,5 milhões. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Engenheiro civil da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, Roberto Machado Corrêa explica que, neste momento, o manejo da vegetação se dá com o inventário de árvores isoladas e mapeamento prévio da restinga. Uma equipe técnica multidisciplinar formada por sete profissionais, entre biólogos, engenheiros ambientais e florestais, acompanha todas as frentes de trabalho.

Entre as tarefas em andamento estão o controle das áreas de intervenção e o resgate e a captura de animais eventualmente encontrados na região – indivíduos que são encaminhados para locais seguros, afastados do trecho em obras, onde ocorre a soltura.

De acordo com o inventário e o mapeamento realizados, a intervenção abrange uma área total de 22.179 metros quadrados de vegetação. O levantamento florístico apontou que 67% da vegetação presente no trecho é composta por espécies exóticas e apenas 33% por espécies nativas.

“O monitoramento ambiental ocorre de forma contínua ao longo de todas as fases da obra. O acompanhamento acontece especialmente nas etapas em que há intervenção sobre a vegetação de restinga, com controle rigoroso do que foi licenciado e a definição das compensações ambientais, além das ações de resgate e soltura da fauna local”, afirma o engenheiro.

    “Existe uma equipe que acompanha permanentemente a execução dos serviços, realizando o resgate dos animais encontrados e a soltura em locais adequados, de forma a minimizar qualquer impacto sobre a flora e a fauna local”, completa.

    A revitalização da Orla de Praia de Leste integra uma política pública voltada ao desenvolvimento sustentável do litoral paranaense, conciliando infraestrutura, ordenamento urbano, acessibilidade, recuperação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.

    “Uma obra feita com critério, com engenharia, um exemplo de civilidade e de respeito à natureza. Pontal terá bem mais do que a valorização do patrimônio imobiliário. Terá, com essa nova orla, valorização cultural, artística, ambiental, de valorização da vida. Uma praia linda, como Pontal do Paraná merece”, destaca o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

    FASE 2 – A segunda fase do projeto também está em andamento. O IAT emitiu em março a Licença Prévia (LP) para o trecho de 2,77 quilômetros entre os balneários de Santa Terezinha e Ipanema.

    A proposta prevê obras de saneamento e infraestrutura, incluindo a requalificação e continuação da via beira-mar, calçadões, 13 lounges urbanos, três quiosques e três passarelas de acesso à praia. O documento possibilita a elaboração do edital de licitação, que deverá ser proposto na modalidade de contratação integrada, em que a mesma empresa realiza os projetos básico e executivo e executa a obra. Ainda não há uma data para a licitação e nem estimativa de valor do investimento.

    INVESTIMENTOS NO LITORAL – As obras de requalificação da orla se somam a outras intervenções estratégicas que reforçam o pacote de investimentos do Governo do Estado no Litoral. Um exemplo é o molhe de Pontal do Paraná, que alcançou 99% de execução e está em fase final de conclusão. A estrutura é fundamental para a contenção da erosão costeira, proteção da linha de costa e melhoria das condições de balneabilidade, além de contribuir para a segurança da navegação e o ordenamento da orla.

    Paralelamente, o Estado executa a duplicação de um trecho de 14,28 quilômetros da PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná, ampliando a capacidade viária e melhorando o acesso aos balneários. O contorno da Praia de Leste, que entrou na fase final de obras, atendendo a uma demanda histórica da população local e reduzindo o tráfego pesado na área urbana.

    Além disso, o conjunto de intervenções inclui também a Ponte de Guaratuba, uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no Paraná, que atingiu 91% de conclusão.

    *Com informações da AEN

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