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Aumento no preço dos pratos é inevitável, diz representante de bares e restaurantes

Lidar com a inflação mais alta do país, segundo o IPCA, é o desafio para empresários
Lidar com a inflação mais alta do país, segundo o IPCA, é o desafio para empresários

Redação

29/04/22
às
15:50

- Atualizado há 4 anos

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Pratos tradicionais, que fazem o PF de cada dia, podem sofre reajuste (Foto Marcelo Camargo – Agência Brasil)

Com a inflação mais alta do Brasil para o mês de março, último dado divulgado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e a iminente continuidade dos preços altos nos próximos meses, restaurantes de Curitiba e Região Metropolitana já vem como inevitável um reajuste nos preços dos cardápios nas próximas semanas.

A informação foi dada ao Nosso Dia pelo presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), Fabio Aguayo. “Alguns vão tentar segurar em que puder, reduzindo as opções e ofertas de variedades ao consumidor, infelizmente. A maioria dos estabelecimentos pretende alterar valores ainda neste semestre”, disse.

Aguayo confirmou que a inflação está afetando inclusive o preço de pratos tradicionais, que fazem o PF (Prato Feito) de cada dia. “A média de alta nos preços do arroz, feijão, bife, batata frita, saladas de alface e tomate em bares e restaurantes chegou a 25% na capital do Paraná, contra 34% em Porto Alegre, São Paulo 23% e Rio de Janeiro 26%”, afirmou.

Inflação

Segundo o IPCA, o indicador de inflação de fevereiro para março variou 2,40% em Curitiba e Região Metropolitana, acima do valor nacional, que variou 1,62% no período.

O IPCA mapeia dez regiões metropolitanas do país e as cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. No ano, a Curitiba já acumula alta de 4,20% e, em doze meses, o acumulado é de 14,37%.

Além da inflação, outro ponto que preocupa o representante de bares e restaurantes é a data-base dos trabalhadores. “O reajuste nos preços vai incluir, em maio, a data-base da categoria e a recomposição nos salários do trabalhadores. Sem falar que temos também alta do gás. São situações que não temos como segurar, sem ter que repassar nos preços ao consumidor”, concluiu Aguayo.

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