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O deputado estadual Renato Freitas (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, nesta segunda-feira (10), relatando um episódio de hostilidade que afirma ter sofrido enquanto buscava a filha, de seis anos, em uma escola particular. Segundo o parlamentar, um homem passou a provocá-lo ao perceber que ele estava no local.
De acordo com Freitas, a situação ocorreu no momento em que ele deixava a escola com a filha e se dirigia ao carro. Nesse momento, o homem teria gritado críticas ao deputado, mencionando o chamando de comunista e questionando o fato ter a filha matriculada em uma instituição privada e estar ali em um ‘carrão’.
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“Estava buscando minha filha, seis anos, mochilinha dela, vou entrar no carro e gritam: ‘Aê comunista, colégio particular, andando de carrão’”, relatou o deputado no vídeo. Freitas disse que respondeu à provocação cantando um trecho de rap. Segundo ele, o homem continuou rindo e gesticulando enquanto o parlamentar se afastava. “Aí ele continuou resmungando e rindo igual uma hiena. Eu falei: pode rir, ri, mas não desacredita não”, afirmou.
No desabafo, o deputado também criticou o que chamou de ignorância e disse que algumas pessoas usam esse tipo de abordagem como forma de tentar constrangê-lo publicamente. “Olha como é a ignorância de uma pessoa. Primeiro, os barracos de madeira lá da Vila Macedo, onde vocês estavam, o que vocês fizeram por mim? Agora estão de olho onde minha filha estuda”, disse.
Durante a gravação, Freitas ainda rebateu críticas relacionadas à sua posição política e ao fato de ter a filha em uma escola particular. “Comunismo então é voto de pobreza? Se comunismo fosse voto de pobreza, o Brasil já tinha feito a revolução, porque pobre no nosso país não falta”, declarou.
O parlamentar também afirmou que não possui herança e que seu patrimônio está declarado publicamente. “Não tive pai rico, não sou herdeiro. Vai ver meu patrimônio declarado lá”, disse. Por fim, Renato Freitas afirmou que interpreta episódios desse tipo como tentativas de intimidação política. “É só uma justificativa para querer me oprimir na rua. Aqui não, filho, aqui não”, concluiu o deputado no vídeo publicado nas redes sociais.