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Renato Freitas diz que investigação de email racista foi “apressada e ineficiente”

Para a Corregedoria, a apuração chegou a conclusão que o email foi disparado por um serviço de disparos anônimos
Renato Freitas critica investigação de email racista
Para a Corregedoria, a apuração chegou a conclusão que o email foi disparado por um serviço de disparos anônimos

Redação Nosso Dia

06/06/22
às
10:43

- Atualizado há 4 anos

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O vereador Renato Freitas (PT) criticou, na manhã desta segunda-feira (6), a investigação da Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba, que apontou que o email racista enviado a ele foi forjado. Em discurso feito no plenário, o petista disse que a sindicância foi “apressada e ineficiente”.

Renato Freitas à frente e corregedora Amália Tortato ao fundo (Foto: Câmara de Curitiba)

Para a Corregedoria, que é comandada pela vereadora Amália Tortato (Novo), a apuração chegou a conclusão que o email foi disparado por um serviço de disparos anônimos hospedado na República Tcheca, o que mascara o destinatário. Com isso, o disparo não foi feito pelo vereador Sidinei Toaldo (Patriotas), que é o relator do processo que investiga Freitas e que deu parecer pedindo pela cassação do mandato do parlamentar.

De acordo com Freitas, a conclusão foi apressada.

“Se foi de fato um email da Europa Central que mediou o envio de fato para a minha caixa postal, deveria haver uma busca reversa, ou pelo menos acionada a Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados]”, disse.

Segundo o vereador, a busca reversa é o mínimo para uma investigação ser considerada “séria”.

“É necessário também citar o grave fato de que a Corregedoria desta Casa não acessou o computado do vereador Sidinei Toaldo para conferir informações básicas de envio ou de recebimento. Não foi feita perícia no computador do senhor”, se referindo a Toaldo.

Desta forma, definiu o relatório como totalmente “ineficiente e insuficiente”.

Cassação

Com o relatório apresentado na última quarta-feira (1), a Câmara de Curitiba espera dar prosseguimento ao processo de cassação de Freitas. Com decisão da Justiça, a votação em plenário está suspensa.

O vereador do PT é acusado de quebra de decoro parlamentar por suposta invasão a uma igreja do Centro de Curitiba.

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