- Atualizado há 2 anos
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O relógio de uma das vítimas do avião que caiu na Serra do Mar, no Litoral do Paraná, levou as equipes de buscas até o local em que a aeronave foi localizada, próximo ao Pico Canavieiras. Pelo GPS foi possível encontrar os destroços, depois de cinco dias de buscas. Os três ocupantes, piloto e passageiros, morreram no acidente aéreo.
O avião, que saiu de Umuarama com destino a Paranaguá, deveria ter pousado na manhã de segunda-feira (3). Segundo o major Fabrício Frazatto dos Santos, comandante do 8° Grupamento de Bombeiros, a localização aconteceu com a ajuda do relógio.
“Recebemos informação de familiares de que uma vítima poderia estar com um relógio. Entramos em contato com a fabricante e havia uma última localização em uma determinada área geográfica, o que de fato aconteceu. Era um local de difícil incursão e foi necessário o uso de rapel”, descreveu o major em entrevista coletiva.
Sobre o que pode ter acontecido com a aeronave, o major afirmou que é muito cedo para poder definir. “Muito cedo para isso. Os órgãos responsáveis vão se empenhar para trazer isso ao público. Parece que teve uma queda vertical e o morro está em uma altura de 600 metros, então a aeronave estava em baixa altitude. Chovia e havia muitas nuvens no momento do acidente”, explicou.
No microblog Twitter, o governador Carlos Massa Ratinho Junior lamentou os falecimentos. “Depois de cinco dias de intensa busca e muita esperança, é com imenso pesar que comunico que três corpos foram encontrados nesta tarde na Serra do Mar. Nesse trágico acidente aéreo perdi amigos que acreditavam arduamente na nossa gestão. Deixo toda a minha solidariedade às famílias nesse momento de intensa dor”, afirmou o governador.
No avião monomotor estavam três moradores de Umuarama, sendo dois servidores do Governo do Paraná: Heitor Genowei Junior, superintendente do Viaje Paraná, divisão da Secretaria de Estado do Turismo; Felipe Furquim, diretor da Casa Civil na região Noroeste e o piloto Jonas Borges Julião.
Genowei Junior, conhecido popularmente como Juninho do Posto, e Furquim tinham agenda em Paranaguá. O segundo comandou por vários anos o escritório regional do IAT (Instituto Água e Terra).