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O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta segunda-feira (3) a 4ª reunião ordinária de 2026 com decisões que podem impactar diretamente o futuro político do deputado estadual Renato Freitas (PT). O relator Marcio Pacheco (PP) apresentou parecer prévio em processo que tramita na Casa, rejeitou o arquivamento e defendeu celeridade na condução dos trabalhos.
O processo SEI 25804-80.2025 apura um episódio de briga física ocorrido em 19 de novembro, envolvendo Freitas e o manobrista Wesley de Souza Silva. Durante a leitura do parecer, Pacheco afirmou que a defesa prévia não enfrentou de forma objetiva os fatos descritos nas denúncias e afastou qualquer hipótese de encerramento antecipado do caso.
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“Divergência política não é inimizade, não há qualquer processo entre os citados, e este Conselho julga fatos à luz do Regimento, não pessoas, partidos ou ideologias”, declarou o relator, ao rebater alegações de suspeição apresentadas pela defesa. Ele também alertou para o risco de medidas protelatórias que possam comprometer os prazos regimentais.
Com a admissibilidade mantida, o processo entra agora na fase de instrução probatória. Pacheco solicitou o envio de imagens e documentos à Polícia Civil, que investiga o caso, além do depoimento de Wesley ao Conselho de Ética.
Pedido de vistas negado
Durante a sessão, o deputado Dr. Antenor (PT) pediu vistas ao parecer, mas o pedido foi negado pelo presidente do Conselho, Delegado Jacovós (PL).
“Nessa fase não cabe pedido de vistas. Durante as alegações finais, no julgamento, poderemos atender. Agora, não”, afirmou Jacovós.
Nova relatoria e mais uma denúncia
O presidente também designou o deputado Thiago Buhrer (União) como relator do processo SEI 02598-19.2026, apresentado por Tito Barrichello (União). A denúncia aponta que Renato Freitas teria proferido ofensas a parlamentares durante reunião do Conselho de Ética, em 10 de fevereiro deste ano.
Depoimentos marcados
O Conselho marcou para a próxima segunda-feira (9) os depoimentos de Renato Freitas em dois outros processos: SEI 03457-12.2025 e SEI 24178-41.2025.
O primeiro trata de um conflito ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), envolvendo também o deputado Márcio Pacheco (PP) e o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz. A denúncia foi apresentada por Tito Barrichello.
Já o segundo processo foi protocolado pelos deputados Tito Barrichello e Ricardo Arruda (PL), além dos vereadores de Curitiba Bruno Secco e Guilherme Kilter. A acusação aponta que Freitas e apoiadores teriam impedido o funcionamento regular de uma unidade da rede Super Muffato, em episódio ocorrido em junho do ano passado.
Arruda também será ouvido
Na mesma segunda-feira (9), Ricardo Arruda prestará depoimento no âmbito do processo SEI 22480-06.2025. Em sessão plenária realizada em 16 de setembro de 2025, o deputado se referiu à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, como “bruxa”, declaração que, segundo as denunciantes, teria ultrapassado os limites constitucionais e regimentais da prerrogativa parlamentar.
A representação contra Arruda foi apresentada pelas deputadas Mabel Canto (PP), Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Cristina Silvestri (PP), Luciana Rafagnin (PT), Maria Victoria (PP) e Marli Paulino (SD).
“Na semana que vem nós tomaremos o depoimento do deputado Renato Freitas em dois processos que estão tramitando neste Conselho de Ética, além do deputado Arruda. Isso ocorrerá na segunda-feira (9). Na terça-feira (10) pretendo iniciar o depoimento das testemunhas, nesse caso específico da briga de rua envolvendo o deputado Renato Freitas”, afirmou Jacovós.
Com o avanço das etapas e a rejeição do arquivamento, o caso segue ganhando novos desdobramentos no Conselho de Ética e pode culminar em sanções que vão desde advertência até a cassação do mandato parlamentar.