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SEGURANÇA

Registros de acesso às imagens do local onde tesoureiro do PT foi morto foram deletados

Cinco peritos fizeram as análises dos equipamentos das imagens de câmeras de segurança da associação em que o crime aconteceu
Cinco peritos fizeram as análises dos equipamentos das imagens de câmeras de segurança da associação em que o crime aconteceu

Redação

03/08/22
às
10:14

- Atualizado há 4 anos

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Os registros de acessos às imagens de câmeras de segurança do local em que o tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, foi morto pelo agente policial bolso arista, Jorge Guaranho, foram deletados dois dias após o crime. A informações foi divulgada nesta terça-feira (2) pelo Portal G1.

Policial penal Jorge Guaranho atirou e matou o guarda municipal Marcelo Arruda. Foto: Reprodução/Instagram

Conforme a reportagem, o laudo pericial do crime, que aconteceu em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi juntado à ação penal em que o bolsonarista responde por homicídio duplamente qualificado contra o petista.

“Ao analisar as configurações do equipamento identificou-se que o serviço de acesso remoto P2P estava ativado e que às 08h57min02seg do dia 11/07/2022 ocorreu um evento de ‘Limpar’ que apagou todos os registros de eventos do aparelho anteriores a esta data. Logo, pela análise dos logs presentes não foi possível afirmar se houve acesso às imagens na data de 09/07/2022”, afirma trecho do laudo.

Cinco peritos fizeram as análises dos equipamentos das imagens de câmeras de segurança da associação em que o crime aconteceu.

Indiciamento

A delegada Camila Cecconello, responsável por comandar as investigações sobre a morte de Arruda, informou que Guaranho ficou sabendo que uma comemoração com temática do PT estava ocorrendo na Aresf porque as imagens das câmeras de segurança da festa foram mostradas a ele durante um churrasco. A identidade da pessoa que tinha acesso às imagens das câmeras não foi revelada. Segundo a delegada, a testemunha afirmou que não teria mostrado as imagens por maldade e não sabia das intenções de Guaranho.

Guaranho saiu do churrasco e esteve na festa de aniversário de Marcelo Arruda por duas vezes, na noite do dia 9. Na primeira, estava na companhia da esposa e um bebê de três meses no banco de trás do carro, com som alto em uma música de apoio a Bolsonaro. De acordo com testemunhas, ao parar o veículo na entrada da festa e abaixar os vidros, Guaranho começou a gritar palavras de apoio ao presidente, tais como “aqui é Bolsonaro” e “mito”, além de fazer xingamentos ao PT. Houve um princípio de discussão entre ele e Arruda, que jogou pedras e terra em direção ao carro. Nesse momento, Guaranho apontou a arma para Arruda e a esposa do guarda municipal, Pâmela Suellen Silva, interveio.

Após deixar a esposa e bebê em casa, Guaranho retornou à festa. Em depoimento à Polícia Civil, a esposa de Guaranho disse que pediu ao marido para não retornar, mas ele havia se sentido humilhado por ter sido atingido por terra e pedras. Já de volta à festa, ele saiu do carro armado – Arruda também estava armado. Guaranho atirou primeiro. Dos quatro tiros que deu, dois acertaram Arruda, que, mesmo ferido, conseguiu revidar com dez disparos, dos quais quatro acertaram Guaranho.

Caído ao chão, Guaranho ainda recebeu diversos chutes no rosto de pelo menos três pessoas. Arruda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu, deixando esposa e quatro filhos.

A conclusão do inquérito policial indiciou Guaranho por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por colocar em risco a vida de outras pessoas presentes na festa. Ele continua internado em estado grave, porém estável, respirando com a ajuda de aparelhos. O Ministério Público do Paraná teve acesso ao inquérito policial e deverá se manifestar essa semana sobre o assassinato, podendo abrir denúncia contra Guaranho ou pedir mais diligências sobre o caso.

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