
- Atualizado há 3 anos
Governador reeleito do Paraná, Ratinho Junior não vai seguir o seu partido, o PSD, e será oposição ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com a sigla formando a base do governo petista. Em entrevista ao Estadão, o governador afirmou que pretende ter “um relacionamento institucional”. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador justifica a sua posição por possuir um “pensamento político que diverge do governo eleito”.

Ele também minimiza atos em frente a quartéis do Exército pelo País de apoiadores do presidente insatisfeitos com o resultado das eleições, que pedem intervenção militar. “Não temos a Marcha da Maconha? A Marcha do Aborto? É o direito da pessoa reivindicar, pensar diferente da outra. Isso não quer dizer que vai acontecer.”
Espero uma relação institucional, que é uma obrigação nossa como gestores públicos. Aqui no Paraná, consegui construir essa relação com os partidos. São 399 municípios e fui apoiado por 393 prefeitos, inclusive aqueles que não estavam na minha coligação, como PT, PDT e Cidadania. Atendi aos municípios, investindo nessas cidades. Espero que o novo governo que vai tomar posse em janeiro tenha essa mesma visão, de boa relação institucional e diálogo com todos os Estados brasileiros.
Meu candidato perdeu a eleição nacional, então eu, naturalmente, sou oposição a esse governo eleito. Mas, sou apenas uma pessoa dentro do partido. O PSD tem mais de 40 deputados, mais de dez senadores e outros representantes que vão decidir pelo partido. Mas, meu posicionamento é ter um relacionamento institucional com o governo federal e um pensamento político que diverge do governo eleito.
Conversei rapidamente com ele na semana passada. Fui fazer uma visita e dar um abraço de gratidão pelos investimentos que o governo dele fez no Paraná. Acredito que ele terá uma participação importante na política brasileira. Será um ex-presidente com uma força popular muito grande. É uma pessoa de uma direita mais fervorosa, com uma importância muito grande dentro do tabuleiro político.
As pessoas têm o direito de se manifestarem, desde que não usem a violência ou tranquem rodovias. É direito do cidadão não gostar do resultado da eleição. Isso não significa que vai mudar o resultado. É algo natural e faz parte da democracia. As instituições estão funcionando e a transição acontecendo. Não temos a Marcha da Maconha? A Marcha do Aborto? É direito da pessoa reivindicar, pensar diferente da outra.
Da minha boca, nunca saiu isso. Até porque sou muito ponderado nesse tipo de pauta. Tenho um compromisso com meu Estado, objetivo de fazer um bom segundo mandato, deixar uma grande marca de consolidar o Paraná como Estado mais sustentável do Brasil, com a melhor educação do Brasil, melhor porto do País e a maior geração de empregos da nossa história. Há décadas éramos quinto lugar no PIB (Produto Interno Bruto) e agora passamos a ser a quarta maior economia do País, com recorde na participação do PIB. Claro que qualquer governador de um Estado importante passa a ser, naturalmente, um player que o nome surge ou é discutido, mas tenho muita cautela. Essa questão não me embriaga.
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