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“Terreno é muito complexo”, diz especialista em sobrevivência que ajuda em buscas por jovem no Pico Paraná

De acordo com o especialista em sobrevivência Luciano Tigre, que integra a operação, os trabalhos avançam principalmente fora da trilha principal, em pontos considerados críticos, como a crista do pico
(Foto: Reprodução de vídeo)
De acordo com o especialista em sobrevivência Luciano Tigre, que integra a operação, os trabalhos avançam principalmente fora da trilha principal, em pontos considerados críticos, como a crista do pico

Redação Nosso Dia

05/01/26
às
7:19

- Atualizado há 2 dias

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As buscas por Roberto Farias, de 19 anos, desaparecido no Pico Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba, chegaram ao quarto dia neste domingo (4) e seguem concentradas em áreas de difícil acesso da montanha. De acordo com o especialista em sobrevivência Luciano Tigre, que integra a operação, os trabalhos avançam principalmente fora da trilha principal, em pontos considerados críticos, como a crista do pico.

Segundo Luciano, equipes percorreram durante a madrugada as laterais da montanha, descendo por trechos íngremes e instáveis. A região é vista como uma das principais hipóteses do desaparecimento, já que foi ali que o jovem teria ficado sozinho durante a descida. “É um local com pedra negativa para os dois lados. Se houve uma queda, a busca precisa ser feita com apoio aéreo e térmico”, relatou.

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A operação conta com bombeiros militares, integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), montanhistas voluntários experientes e, desde sexta-feira (2), com o apoio de drones equipados com sensores térmicos. Uma aeronave também já foi empregada, mas as condições climáticas e a baixa visibilidade limitaram parte dos trabalhos aéreos.

O especialista destacou ainda a complexidade do terreno no Pico Paraná, considerado o ponto mais alto da Região Sul do Brasil. “Mesmo na trilha, não é só caminhada. É escalaminhada, usando mãos e pés. Fora da trilha, o risco e a dificuldade aumentam muito”, explicou.

Durante a noite, as equipes mantêm as buscas com o uso de equipamentos de visão noturna e luz ultravioleta, na tentativa de localizar rastros em áreas que já foram menos percorridas. Segundo Luciano Tigre, a trilha principal já foi amplamente verificada, o que levou os esforços a se concentrarem em regiões de mata fechada, fendas e paredões.

Roberto Farias desapareceu na quarta-feira (31) após subir o Pico Paraná durante a virada do ano. Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem iniciou a trilha acompanhado de uma amiga, mas passou mal durante a subida. Após alcançar o cume, ele iniciou a descida na manhã do dia 1º de janeiro e não foi mais visto.

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