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R$ 0,50 mais cara; Prefeitura tira dúvidas sobre a nova tarifa de ônibus de Curitiba

Prefeitura de Curitiba respondeu perguntas feitas por usuários após reajuste na tarifa
Prefeitura de Curitiba respondeu perguntas feitas por usuários após reajuste na tarifa

Redação com SMCS

01/03/23
às
7:34

- Atualizado há 3 anos

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A tarifa de ônibus em Curitiba será atualizada a partir desta quarta-feira (1/3). Tire suas dúvidas aqui:

Quanto era e quanto ficará o valor a tarifa do passageiro em Curitiba?

Passa de R$ 5,50 para R$ 6. Um aumento de R$ 0,50

Quando começa a valer o novo valor?

A partir da zero hora desta quarta-feira (1/3).

Quando é definido o reajuste?

Por contrato, a tarifa deve ser reajustada em 26/2 de cada ano, ou ainda quando há desequilíbrio no contrato, levando em conta todos os custos do transporte.

Por que a tarifa vai subir?

Os custos do transporte aumentaram bem acima da média da inflação. O diesel, por exemplo, acumula alta de 16% desde fevereiro do ano passado. Peças e acessórios subiram 9,6%. No total, os custos do transporte coletivo aumentaram 13,3% no último ano. Mas o passageiro vai pagar R$ 6, que é a tarifa social, valor abaixo do custo real do sistema. Se fosse pagar o valor real, medido pela tarifa técnica, o usuário teria que desembolsar R$ 7.05.

O que é tarifa técnica?

É o custo do transporte dividido pelo número de passageiros pagantes equivalentes. Ela representa o valor real por passageiro pago às empresas de ônibus, a fim de manter o sistema em funcionamento. 

Como é definida a tarifa de ônibus?

O valor final é resultado de uma série de custos e fatores. Na conta entram desde gastos com diesel e lubrificantes, salário dos motoristas e dos cobradores e os impostos trabalhistas, além de peças, manutenção da frota, limpeza dos ônibus, das estações-tubo e dos terminais e renovação da frota. Esses são os principais fatores que definem o valor da tarifa. Outra importante variável de cálculo da tarifa é a quantidade de passageiros pagantes.

Quais os itens de custo que mais pesam no valor da tarifa?

A folha de pagamento dos cobradores e motoristas e os encargos sociais são o que mais pesam: 42,29% do custo total da tarifa técnica. Em seguida vêm combustível e lubrificantes, que representam 22,13%.

As isenções de pagamento de tarifa serão mantidas?

Sim. São beneficiados por isenções asseguradas em lei idosos, pessoas com deficiência e estudantes (meia passagem). 

O que a Prefeitura faz para cobrir a diferença entre a tarifa técnica e a social?

A diferença é custeada por subsídios. Neste ano, o subsídio necessário para cobrir o déficit é projetado em R$ 206 milhões, sendo R$ 66 milhões da Prefeitura de Curitiba (já previstos no orçamento). O restante deve vir do governo federal (por meio do pagamento da gratuidade dos idosos) e do convênio do governo estadual para a integração metropolitana. 

Qual o número total de passageiros transportados por dia?

O sistema de Curitiba transportava, antes da pandemia, 744 mil passageiros pagantes por dia. Atualmente, esse volume está em 550 mil. Embora tenha crescido no pós-pandemia, ainda é 26% menor do que antes da chegada na covid-19. A expectativa é que esse número se estabeleça como o “novo normal”.

As integrações com a Região Metropolitana serão mantidas? Será possível fazer a conexão entre as cidades pagando apenas uma tarifa?

Sim. A rede integra Curitiba a 15 municípios da RMC. São 61 linhas que permitem a integração com ônibus da capital.

Quantos passageiros da RMC entram no sistema de transporte curitibano sem pagar outra tarifa?

São 2,25 milhões de passageiros por mês.

Qual o impacto para o sistema de transporte e para o município caso a tarifa não seja reajustada?

Caso não haja reajuste haverá desequilíbrio financeiro, comprometendo a operação toda. As empresas ficariam sem receber pelo serviço prestado, podendo ter como consequência o não pagamento de salários a motoristas e cobradores e eventualmente greves e paralisações.

Essa instabilidade também seria complementada pela impossibilidade de renovação da frota, prejudicando a qualidade do transporte e aumentando os custos de manutenção dos veículos. Uma opção, hipotética, seria ajustar o sistema aos custos atuais. Neste caso seria necessário cortar o número de viagens, linhas e reduzir a quilometragem rodada, o que também resultaria em prejuízo da qualidade da prestação do serviço para a população.

Os créditos no vale-transporte comprados antes da mudança da tarifa continuam valendo?

São duas situações, para vale-transporte (cujos créditos são adquiridos pelo empregador para seus funcionários) e cartão-usuário. No caso do vale transporte, se o usuário tinha dez passagens a R$ 5,50 (R$ 55), ele continuará com o mesmo número de bilhetes e valor com prazo de carência de 30 dias para sua utilização. Após esse período, o desembolso será de R$ 6 por passagem. Para o cartão-usuário, carregado pelo próprio passageiro, o novo valor da tarifa, de R$ 6, já vale sobre os créditos já comprados, sem carência.

Algumas linhas têm preço reduzido fora do horário de pico. Como fica essa tarifa e quais são as linhas? 

São 11 linhas, que terão o valor reajustado de R$ 4,50 para R$ 5. Esse valor é válido das 9h às 11h e das 14h às 16h e para pagamento exclusivo com o cartão-transporte usuário. As linhas são 212 Solar, 213 São João, 214 Tingui, 265 Ahú/Los Angeles, 461 Santa Bárbara, 965 São Bernardo, 661 V. Lindóia, 662 Dom Ático, 666 Novo Mundo, 860 V. Sandra e 870 São Braz.

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