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O relacionamento entre o policial militar Dyegho Henrique Almeida da Silva e a enfermeira Franciele Cordeiro, de 28 anos, que terminou em um caso de feminicídio seguido de suicídio, nesta terça-feira (13), no bairro Rebouças, em Curitiba, tinha um histórico de violência entre ambas as partes, de acordo com a Policia Militar (PM). A informação foi dada pela capitão, Carolina Zancan da Câmara Técnica da Maria da Penha.

De acordo com a capitão, ambas as partes realizaram boletins de ocorrências após o término do relacionamento.
“Identificamos o policial no local e verificamos que existiam vários Boletins de Ocorrência, também do policial contra ela. Havia uma questão de violência de ambas as partes, que não entraremos em detalhes. Apesar dos boletins, a PM nunca foi formalizada sobre a necessidade de uma intervenção. Não foi trazido ao conhecimento a necessidade de intervenção”, afirmou a capitã, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira.
Segundo a capitã, apesar dos boletins o pedido de medida protetiva só veio no último domingo, após Franciele procurar a Delegacia da Mulher.
“Ela pediu uma medida protetiva no domingo, que foi dada, mas ela só entra em vigor se o agressor for notificado, o que não aconteceu. Então, na tarde de terça, ela foi até a Corregedoria afirmar que pediu a medida e, no quartel, o policial pegou a arma. Em seguida, minutos depois, o crime aconteceu. Não houve como a PM intervir”, lamentou.
O Portal Nosso Dia teve acessos há alguns Boletins de Ocorrência em que equipes da Policia Militar foram acionadas para atender ocorrências entre o casal. A maioria tinha relação com a partilha de bens entre as partes, especialmente uma motocicleta e um apartamento alugado. Eles datam a partir de maio deste ano, com a maioria em agosto, período em que o policial estava afastado por questão psiquiátricas.
Apesar da separação conturbada, a PM informou durante a coletiva que o afastamento do soldado não teve relação com a questão do relacionamento. Ainda, que uma junta médica avaliou que o policial poderia retirar a arma, usada no mesmo dia para cometer o crime.