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O incêndio que atingiu o Instituto Estadual de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, trouxe lembrança sobre a importância histórica da instituição e também sobre a figura que lhe dá nome: Caetano Munhoz da Rocha.
Caetano Munhoz da Rocha nasceu em Antonina, a 14 de maio de 1879, filho de Bento Rocha e Maria Leocádia Munhoz Carneiro. Estudou as primeiras letras nos Colégios Parthenon Paranaense e Arthur Loyola. Matriculou-se, a seguir, no Colégio São Luiz, em Itu, Estado de São Paulo, onde concluiu humanidades. Ingressou na Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, formando-se na turma de 1902.
Ao regressar a Paranaguá para início da vida profissional, contraiu núpcias com Olga de Souza, a 14 de fevereiro de 1903. Clinicou até 1905, na Santa Casa de Misericórdia, de que mais tarde se tornou provedor, e na Inspetoria de Saúde dos Portos.
Caetano Munhoz da Rocha foi um dos principais nomes da política paranaense no início do século XX. Governador do Estado entre 1920 e 1928, ele teve atuação marcante na modernização do Paraná, com investimentos em infraestrutura, saúde e, principalmente, educação. Durante sua gestão, incentivou a formação de professores e a ampliação do ensino público, entendendo a educação como base para o desenvolvimento social.
Foi nesse contexto que surgiu, em 1927, a então Escola Normal de Paranaguá — origem do atual instituto. A unidade foi criada com o objetivo de formar docentes para atuar em toda a região litorânea, em uma época em que o acesso à educação ainda era limitado.
Com o passar dos anos, a escola evoluiu e ampliou sua atuação. Em 1952, passou a homenagear Caetano Munhoz da Rocha, reforçando o vínculo entre a trajetória do educador e o papel da instituição na formação de gerações. Já em 1967, recebeu a denominação atual, consolidando-se como referência no ensino público do Paraná.
O prédio que abrigava o instituto também era parte importante dessa história. Construído em estilo neoclássico, com elementos arquitetônicos marcantes como escadarias de madeira, vitrais e detalhes internos preservados, o edifício foi tombado como patrimônio histórico estadual em 1991.