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Roberto Farias Tomaz tem 19 anos, trabalha como professor de máquinas pesadas e cursa formações nas áreas de segurança e resgate. O jovem, desaparecido desde o dia 1º de janeiro de 2026 no Pico Paraná, é descrito pela família como responsável, dedicado ao trabalho e com conhecimento técnico que pode ajudá-lo a resistir enquanto as buscas seguem na montanha.
Em entrevista ao Portal Nosso Dia, a irmã mais velha, Renata Farias, contou que Roberto atua como professor de empilhadeira e trabalha na empresa Qualitec, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Ele trabalha de domingo a domingo. Sempre incentivamos porque ele gosta de trabalhar e de aprender”, afirmou.
Segundo Renata, o jovem concluiu curso de Segurança do Trabalho e atualmente faz cursos de bombeiro civil e socorrista, além de realizar estágios na área. “Ele ainda não concluiu os cursos, mas já tem bastante conhecimento. Se ele estiver consciente, é possível que consiga se manter vivo”, disse.
Apesar da formação técnica, Roberto não possui experiência em montanhismo. “Ele já subiu um pico uma vez, quando tinha 15 anos. Não é uma pessoa experiente em montanha”, explicou a irmã.
Criados juntos desde a infância, Renata conta que assumiu um papel de cuidado com o irmão após a morte da mãe. “Ele foi morar comigo desde pequeno. Sempre cuidei dele como se fosse um filho”, relatou.
Renata descreve Roberto como um jovem de perfil tranquilo e com objetivos claros. “Ele é de bem com a vida. Quer trabalhar, conquistar as coisas dele, ter a casa, o carro. Ele gosta de viajar, conhecer lugares, sempre foi assim”, contou.
A família segue acompanhando as buscas, que agora foram ampliadas para áreas fora das trilhas principais. “Tenho fé que eles vão encontrar meu irmão. As equipes estão fazendo tudo o que podem”, disse Renata.
As buscas continuam sob coordenação do Corpo de Bombeiros do Paraná, com apoio de voluntários experientes em resgate em montanha.