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Quem é o médico paranaense que cobrava taxa de até R$ 200 de pacientes por cirurgias no SUS

Especialista em cirurgia de quadril, Lucas Saldanha Ortiz foi condenado a dez anos de prisão pelo crime de corrupção passiva, praticado entre 2015 e 2017 no Paraná
Lucas Saldanha alegou 'que não cobraria um valor irrisório desse para fazer uma cirurgia' Foto: Reprodução
Especialista em cirurgia de quadril, Lucas Saldanha Ortiz foi condenado a dez anos de prisão pelo crime de corrupção passiva, praticado entre 2015 e 2017 no Paraná

Estadão Conteúdo

13/02/26
às
9:31

- Atualizado há 16 segundos

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Médico traumatologista e ortopedista, especializado em cirurgia de quadril, Lucas Saldanha Ortiz foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná por cobrar pacientes para realizar cirurgias feitas no Sistema Único de Saúde, o SUS. Ele foi condenado pelo crime de corrupção passiva que teria sido praticado entre 2015 e 2017, mas poderá recorrer em liberdade. O Estadão tenta contato com a defesa.

A Justiça ainda determinou o pagamento de 250 dias-multa (cada dia equivale a meio salário mínimo vigente na época do fato apurado).

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Formado em 2010 pela Universidade do Planalto Catarinense, Saldanha segue ativo no Conselho Federal de Medicina. Em busca feita no site do CFM, ele aparece como ortopedista especialista em traumatologia, com inscrição em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ambas em situação regular.

Segundo a denúncia, o ortopedista exigia dos pacientes ou de familiares valores que variavam de R$ 50 e R$ 200 nos procedimentos feitos por ele em hospitais da cidade de Toledo.

Ainda de acordo com o MP, os pacientes, todos atendidos pelo sistema público, não tinham condições de custear tais taxas e chegaram a contrair dívidas para conseguir realizar as cirurgias.

A denúncia ainda aponta que Lucas Saldanha alegava que os valores eram necessários para custear anestesista e outros serviços sem cobertura do SUS. O valor era cobrado tanto para cirurgias eletivas (agendadas) quanto para as emergenciais. Em alguns casos de cirurgias grandes, como joelho e quadril, o médico afirmava que precisava de dois instrumentadores cirúrgicos.

O que o médico disse à Justiça

Nos processo, ao qual a reportagem teve acesso, o ortopedista afirmou que cobrava um valor de R$ 50,00 como taxa, que era repassada ao instrumentador cirúrgico.

Ainda segundo o documento, o valor era necessário para que ele tivesse condições de realizar os procedimentos. Em alguns casos ele precisava de dois instrumentadores cirúrgicos, o que não era fornecido pelo hospital.

Ele ainda alegou que não cobraria um valor irrisório como esse para fazer uma cirurgia. Declarou ainda que recebia por valor de Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e que, em 2019, precisou ajuizar uma ação contra o Hospital Bom Jesus para receber quatro anos de AIH que não lhe foram pagos.

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