PUBLICIDADE
Litoral do Paraná /
VERÃO MAIOR

Queimaduras por águas-vivas aumentam no Litoral do Paraná; saiba como agir

Casos aumentaram especialmente nos dias 24 e 25 de dezembro, o que gerou alerta pelo Corpo de Bombeiros
Em casos de queimaduras, orientação é buscar ajuda em posto de guarda-vidas – Foto: Venilton Kuchler – Arquivo Sesa
Casos aumentaram especialmente nos dias 24 e 25 de dezembro, o que gerou alerta pelo Corpo de Bombeiros

Luiz Henrique de Oliveira

30/12/24
às
8:56

- Atualizado há 1 ano

Compartilhe:

Queimaduras por águas-vivas tiveram um grande aumento nos últimos dias nas praias do Paraná, especialmente entre 24 e 25 de dezembro, o que eleva o alerta para a temporada de verão. Entre os dias 20 e 28 de dezembro foram 2040 casos registrados. A orientação por parte do Corpo de Bombeiros é que se utilize roupas de lycra, para aqueles que têm mais riscos, e que o veranista evite se banhar em áreas com alta incidência do animal marinho.

O veranista Paulo Aparecido, que está passando o verão em Balneário Gaivotas, em Matinhos, foi um dos atingidos por uma água-viva. “Queimou legal na hora, por isso é bom ficar atento. Então, eu fui até os bombeiros, que passaram vinagre. Aí, já amenizou bem a situação. Comigo aconteceu no dia 25 e o bombeiro me falou que aumentou mesmo o número de águas-vivas”, contou.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

A primeira coisa que se precisa saber é que não há um período para aumentar o número de águas-vivas. O crescimento no número de casos não necessariamente acontece porque elas estão em maior número no Paraná, mas sim porque mais pessoas estão nas praias.

“A gente teve um aumento significativo nos dias 24 e 25 de dezembro, que foram dias de sol, o que pode ser um reflexo. Elas poderiam já estar lá, mas sem tantos casos porque não haviam tantos banhistas. É difícil você prever quando haverá mais águas-vivas, o que se consegue é saber no momento quais áreas estão com mais casos”, contou a capitã Tamires Silva Pereira, porta-voz do Corpo de Bombeiros no Verão Maior Paraná 2024/2025.

Com mais veranistas, tendência é de crescimento de casos de queimaduras por águas-vivas – Foto: Jonathan Campos/AEN

A capitã ainda ressaltou que a reação à queimadura é diferente de uma pessoa para a outra. “Havendo a queimadura, cada pessoa reage de forma diferente, dependendo se ela é alérgica. Pode ser uma coceira local ou evoluir para náusea e vômito. A orientação é não coçar o local, lavar com água corrente salgada e jogar vinagre, que acaba neutralizando”, explicou.

Os postos de guarda-vidas têm o vinagre e podem ser utilizados para evitar maiores danos. É importante ressaltar que a crença popular de urinar no local da queimadura fica só para filmes e séries. “Não é o protocolo para este tipo de caso”, destacou a capitã.

O tipo mais comum de água-viva encontrado no Paraná mede cerca de 13 centímetros com os tentáculos, tem consistência gelatinosa e a aparência de um guarda-chuva.

TÁ SABENDO?

VERÃO MAIOR

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias