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Projeto na Câmara de Curitiba quer incentivar pesquisa com polilaminina para tratamento de lesão medular

Proposta do vereador Nori Seto cria política municipal de incentivo à pesquisa e desenvolvimento biotecnológico na capital
Pesquisadora Tatiana Sampaio, cujo trabalho popularizou a polilaminina no Brasil. (Foto: Arquivo/UFRJ)
Proposta do vereador Nori Seto cria política municipal de incentivo à pesquisa e desenvolvimento biotecnológico na capital

Redação Nosso Dia

01/03/26
às
14:08

- Atualizado há 2 horas

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A Câmara Municipal de Curitiba começou a discutir um projeto de lei que institui a Política de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Biotecnológico voltados à polilaminina, com foco em estimular estudos sobre a recuperação de lesões medulares na capital paranaense.

De autoria do vereador Nori Seto (PP), a proposta sustenta que o incentivo público pode posicionar Curitiba como referência na área de medicina regenerativa e bioengenharia.

Na justificativa, o parlamentar argumenta que “a importância estratégica deste incentivo reside no potencial revolucionário da polilaminina em tratamentos de recuperação do sistema nervoso central e periférico, além da regeneração de tecidos complexos”.

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O projeto prevê que a política municipal tenha como objetivo “fomentar o progresso científico, a inovação tecnológica e o potencial terapêutico” da polilaminina por meio de parcerias com universidades e centros de pesquisa, apoio à realização de eventos científicos e intercâmbio com redes internacionais. Também está previsto incentivo à instalação de startups e laboratórios voltados a biomateriais no ecossistema de inovação do Vale do Pinhão (005.00063.2026).

A polilaminina é uma estrutura desenvolvida em laboratório a partir da laminina — proteína presente na matriz extracelular — e vem sendo pesquisada há anos na Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob liderança da bióloga Tatiana Sampaio. A linha de investigação busca avaliar se a substância pode favorecer a reconexão de neurônios em casos de lesão, especialmente na medula espinhal.

Em 5 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizaram o início de estudo clínico de fase 1, voltado à avaliação de segurança, com cinco voluntários e parceria com o laboratório Cristália, no contexto de trauma raquimedular agudo.

Na justificativa do projeto, Nori Seto afirma que a intenção é colocar Curitiba “na vanguarda da medicina regenerativa e da bioengenharia”. O texto também destaca que, com a criação da política pública, “Curitiba sinaliza para a comunidade científica nacional e internacional que possui um ambiente jurídico e institucional favorável à inovação de ruptura”.

A proposta menciona ainda a Lei Municipal 15.324/2018, que estabelece instrumentos para estimular a inovação por meio de alianças estratégicas entre universidades, centros de pesquisa, startups e poder público. Entre os mecanismos previstos estão termos de outorga, convênios, subvenção econômica, financiamento, bônus tecnológico, encomenda tecnológica, bolsas e uso do poder de compra governamental para fomentar projetos de pesquisa e desenvolvimento.

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