
- Atualizado há 4 anos
Embora o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) tenha se esquivado de uma decisão durante coletiva, na manhã desta terça-feira (14), em Curitiba, o presidente nacional do partido, Luciano Bivar, deixou escapar um rumo. Segundo ele, o político paranaense estará no ano que vem no Congresso Nacional, que é bicameral. Ou seja, composto por duas Casas: o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

Na última pergunta da imprensa direcionada aos representantes do União Brasil, Rosângela Moro, esposa de Sérgio Moro, foi questionada sobre a distância entre o casal, já que ela continua sendo pré-candidata no Estado de São Paulo e o marido retorna ao Paraná.
Antes de ela responder, Bivar tomou o microfone e disparou: “Isso (a distância) não será problema porque ambos estarão no Congresso Nacional”, disse, arrancando risos entre os presentes.
Para o presidente do União Brasil, a brincadeira reforça uma candidatura de Sérgio Moro ao Senado. Mesmo assim, há a possibilidade de Moro tentar uma candidatura a Câmara dos Deputados para alavancar número de cadeiras do partido.
Já a advogada Rosângela Moro deverá seguir pela pré-candidatura no Estado de São Paulo, normalmente, já que não foi incluída na denúncia sobre transferência eleitoral feita pelo PT.
Bastidores do União Brasil é que a esposa de Moro tentará uma vaga na Câmara dos Deputados, diante de uma expectativa de que ela se torne uma opção para aqueles que optem no “voto de protesto” contra a “perseguição” ao ex-juiz.
Durante a coletiva de imprensa, o ex-juiz Sérgio Moro não firmou candidatura a nenhum cargo no Estado do Paraná, como vem sendo especulado, após ter transferência de domicílio eleitoral negada em São Paulo. Moro afirmou que andará pelas cidades do Estado para se reconectar com o Paraná.
A decisão de Moro de retomar a carreira política no Paraná acontece após a negativa do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo (TRE-SP) em aceitar sua transferência de domicílio eleitoral de Curitiba para a capital paulista. A transferência foi rejeitada por quatro votos a dois. A maioria dos magistrados entendeu que Moro, que é do Paraná, não tem vínculo com São Paulo.