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Presidente do PT no PR ironiza data de julgamento do Moro: “Passará a ser o Dia da Verdade”

Na postagem, Chiorato afirmou que o dia 1° de abril mudará de nome com o julgamento de Moro no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR)
Chiorato ironizou data de julgamento de Moro no TRE (Fotos: Orlando Kissner/Alep e Isaac Amorim/MJSP)
Na postagem, Chiorato afirmou que o dia 1° de abril mudará de nome com o julgamento de Moro no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR)

Luiz Henrique de Oliveira com Estadão Conteúdo

23/02/24
às
9:32

- Atualizado há 2 anos

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A confirmação da data do início do julgamento que pode levar a cassação do mandato do senador Sérgio Moro (União) repercutiu nas redes sociais nesta sexta-feira (23). Ironizando o ex-juiz que levou à prisão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT no Paraná, fez uma ironia à data do início do julgamento, dia 1° de abril, o Dia da Mentira.

Na postagem, Chiorato afirmou que o dia 1° de abril mudará de nome com o julgamento de Moro no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). “1º de abril de 2024 passará a se chamar Dia da Verdade, com o julgamento de Moro no TRE-PR”, disse o petista.

Por sua vez, até o momento Moro não se pronunciou sobre a data do julgamento nas redes sociais. A data foi divulgada após a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo advogado José Rodrigo Sade para a vaga aberta no TRE-PR. O tribunal reservou as sessões dos dias 1º, 3 e 8 de abril para a votação.

Futuro político de Moro

Com a posse de Sade, o TRE estará com o quórum completo para julgar as ações que vão definir o futuro político de Moro. As ações que pedem a cassação do ex-juiz são movidas pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), do presidente Lula. Se for condenado, Moro perde o mandato e pode ficar inelegível.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) é a favor da cassação por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. O órgão afirma que os gastos na pré-campanha excederam o limite razoável. Inicialmente, o ex-juiz pretendia sair candidato a presidente. Para o MP, os investimentos desequilibraram a disputa ao Senado, depois que Moro decidiu mudar a estratégia e concorrer a senador

Em depoimento à Justiça Eleitoral, Moro negou que a pré-candidatura presidencial tenha impulsionado sua campanha ao Senado e que o movimento tenha sido premediato. “Eu já era sobejamente conhecido no Paraná ou no Brasil inteiro sem uma pré-candidatura presidencial”, afirmou na ocasião, referindo-se à Lava Jato que, em seus primeiros anos de existência, o colocou na condição de “herói” do combate à corrupção.

O senador também está na mira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Como mostrou o Estadão, ao mandar investigar o ex-juiz, o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional do CNJ, começa a pavimentar o caminho para uma possível cassação do mandato, com base no mesmo precedente que deixou Deltan Dallagnol inelegível.

O Conselho Nacional de Justiça investiga se Sergio Moro usou a magistratura com fins político-partidários e se cometeu irregularidades na gestão das multas dos acordos de delação e leniência homologados na Lava Jato.

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