
- Atualizado há 2 anos
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui. Siga o Nosso Dia no Instagram, Facebook e Twitter
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato, defendeu o Ministério da Saúde após as críticas feitas pelo secretário da Saúde no Paraná, Beto Preto, sobre o a quantidade de doses de vacinas da dengue encaminhada ao estado. Ao ser questionado pelo Portal Nosso Dia na terça-feira (6), durante sessão na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), Chiorato afirmou que as declarações relacionadas à dengue foram mentirosas.
“O secretário participou do processo de escolha, porque não falou isso na hora? O Governo Federal acreditou na vacina e na primeira oportunidade comprou tudo o que tinha, o outro governo que não fez isso na covid-19 . Ao invés de agradecerem, eles resolvem atacar”, afirmou Chiorato.
Há uma semana, Beto Preto disse que é decepcionante a postura do Ministério da Saúde quanto à distribuição da vacina da dengue para o Paraná.
“Queremos advertir que o número de doses é muito pequeno, atendendo de 1 a 2% da população. Daremos prioridade às crianças de 10 a 14 anos, em apenas 30 municipios de duas regiões. Somos o terceiro estado em número de casos e temos outras regiões que precisam. Além disso, a imunidade será adquirida após a segunda dose, que será aplicada em maio, quando naturalmente você tem uma queda no número de casos pelo inverno”, afirmou na ocasião.

Ainda, ao Nosso Dia, Chiorato afirmou que o Governo do Paraná teria usado um baixo orçamento para a área da Vigilância Sanitária, o que agora está impactando diretamente na dengue.
“A culpa pela dengue alta no Paraná é da Secretaria de Saúde. Questionei o Beto Preto, em agosto do ano passado, o motivo de apenas 1,69% do orçamento de R$ 400 milhões será usado na Vigilância Sanitária. O Governo do Paraná deixou de investir na prevenção”, argumentou o petista.
Vale destacar que o aumento de casos de dengue não é exclusivo do Paraná. Somente em janeiro de 2024, a estimativa é de que o Brasil tenha registrado 400 mil casos da doença.
O Portal Nosso Dia entrou em contato com a Secretária Estadual de Saúde sobre as afirmações de Chiorato e aguarda um retorno.