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Prefeitura de Florianópolis garante retorno de pacientes a SC após alta de clínica de reabilitação na RMC

O esclarecimento foi feito em nota oficial
(Foto: CMC)
O esclarecimento foi feito em nota oficial

Luiz Henrique de Oliveira

22/01/26
às
15:33

- Atualizado há 29 segundos

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A Prefeitura de Florianópolis afirmou que todos os pacientes encaminhados para tratamento de saúde mental e dependência química na Clínica Cadmo, localizada na Região Metropolitana de Curitiba têm retorno garantido a Santa Catarina após a alta médica. O esclarecimento foi feito em nota oficial, após questionamentos levantados pelo vereador de Piraquara, professor Gilmar, sobre a internação de pessoas em situação de rua oriundas de outros estados no município.

O caso ganhou repercussão depois que o vereador manifestou preocupação, na Câmara Municipal de Piraquara, com contratos firmados por prefeituras catarinenses para o envio de pacientes à Cadmo, especializada em internação involuntária para tratamento psiquiátrico e de dependência química. Segundo ele, havia receio de que, após o tratamento, essas pessoas permanecessem em Piraquara, sem retorno às cidades de origem ou às famílias.

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Durante o debate, o vereador citou um contrato firmado pela Prefeitura de Florianópolis, por meio do Fundo Municipal de Saúde, com valor aproximado de R$ 2,7 milhões, além de acordos semelhantes envolvendo o município de Joinville. Ele também mencionou relatos de buscas por pacientes, informações sobre visitas de inspeção à clínica e o risco de impacto social caso não houvesse controle sobre o destino dessas pessoas após a alta.

Em resposta inicial às críticas, a Clínica Cadmo afirmou que sua atuação é estritamente assistencial e que não há permanência de pacientes em Piraquara após a conclusão do tratamento, assim como afirmou a Prefeitura de Florianópolis. A empresa informou que mantém contrato vigente com Florianópolis, decorrente de licitação concluída em setembro de 2025, e que atualmente atende 11 pacientes encaminhados pelo município catarinense. Segundo a clínica, o retorno ao município de origem é previsto em contrato e integralmente coordenado pela prefeitura.

Agora, a Prefeitura de Florianópolis reforçou essa posição e detalhou os procedimentos adotados. De acordo com o município, a seleção da clínica ocorreu por meio de edital de credenciamento, que permitiu a participação de qualquer empresa interessada, independentemente da distância em relação à cidade de origem dos pacientes, que era outro fato que chamava a atenção. A administração municipal informou ainda que existem outras clínicas cadastradas nesse mesmo modelo.

A prefeitura esclareceu que, após a alta médica, o Município providencia o retorno do paciente a Florianópolis, utilizando transporte próprio ou ambulância. A partir desse retorno, o paciente pode receber apoio para regressar à sua cidade de origem ou ser encaminhado à rede municipal de serviços, que inclui políticas de acolhimento, capacitação profissional e, principalmente, encaminhamento para o mercado de trabalho.

Com as notas da clínica e da Prefeitura de Florianópolis, as autoridades afirmam que não há previsão de permanência desses pacientes em municípios do Paraná após o tratamento. O caso, no entanto, segue sendo acompanhado por vereadores e lideranças locais, que defendem transparência, fiscalização dos contratos e garantia de que todos os fluxos previstos,da internação ao acompanhamento pós-alta, sejam cumpridos.

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