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O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de expansão e também de mudança no perfil de consumo. Em 2025, foram vendidos mais de 206 mil imóveis apenas no primeiro semestre, movimentando cerca de R$ 123 bilhões, um crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No segmento de alto padrão, o desempenho foi ainda mais expressivo. Imóveis avaliados acima de R$ 2 milhões movimentaram cerca de R$ 52,2 bilhões nas capitais brasileiras, com alta aproximada de 35% na comparação anual.
Dentro desse cenário aquecido, uma tendência tem ganhado força entre compradores de alto padrão e investidores: a procura por imóveis decorados, mobiliados e prontos para morar. O modelo, conhecido internacionalmente como turnkey property, permite que o comprador ocupe o imóvel imediatamente após a compra, sem a necessidade de reformas, obras ou da etapa de decoração.
Segundo Adriana Moura, consultora de imóveis de alto padrão e personal organizer, essa preferência reflete uma mudança no comportamento do consumidor. “O comprador contemporâneo valoriza cada vez mais praticidade, economia de tempo e experiências completas, em vez de processos longos de obra e montagem da casa”, afirma.
O cenário também acompanha a expansão do mercado residencial brasileiro, que movimenta centenas de bilhões de reais por ano e apresenta projeções de crescimento contínuo nos próximos anos, impulsionado tanto pela demanda por moradia quanto pelo interesse de investidores.
Nesse contexto, os imóveis decorados surgem como uma solução especialmente atrativa para diferentes perfis de compradores. Executivos ou famílias que precisam se mudar rapidamente encontram nesse formato uma alternativa prática. Investidores conseguem colocar o imóvel em locação quase imediatamente após a aquisição. Há ainda consumidores que buscam evitar o desgaste e o tempo envolvidos em reformas e projetos de interiores.
Para Adriana, esse movimento também revela uma transformação cultural na forma como as pessoas encaram a compra de um imóvel. Segundo ela, muitos consumidores não procuram apenas um novo endereço, mas uma experiência completa de moradia.
“Muitos compradores não querem passar meses resolvendo obra, escolhendo móveis ou aguardando marcenaria. Eles querem abrir a porta, entrar e viver”, explica.
A especialista destaca ainda que a organização da mudança passa a assumir um papel estratégico nesse processo. Quando o imóvel já está pronto para uso, as etapas de transição entre casas são reduzidas, permitindo uma mudança mais rápida, organizada e com menos estresse para os moradores.
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