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Policial civil de Curitiba é afastado por investigação que aponta estupros contra mulheres detidas

De acordo com relatos de ao menos duas vítimas, o agente teria realizado revistas íntimas invasivas em mulheres que estavam sob sua custódia,
Foto: Fábio Dias/EPR
De acordo com relatos de ao menos duas vítimas, o agente teria realizado revistas íntimas invasivas em mulheres que estavam sob sua custódia,

Redação Nosso Dia

11/03/26
às
8:45

- Atualizado há 10 segundos

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Um agente da Polícia Civil foi afastado das funções por decisão do Juízo da Central de Garantias, após pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR). A medida foi solicitada pelo Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves), unidade do MP que acompanha casos de violência sexual.

O afastamento ocorre no âmbito de uma investigação que apura a possível prática dos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude por parte do policial.

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De acordo com relatos de ao menos duas vítimas, o agente teria realizado revistas íntimas invasivas em mulheres que estavam sob sua custódia, sem a presença de policiais femininas, procedimento que contraria protocolos legais. As denúncias também apontam indícios de comportamento intimidatório e tratamento degradante contra as detidas.

Para garantir o andamento das investigações e evitar a continuidade das possíveis irregularidades, o Ministério Público solicitou à Justiça o afastamento imediato do agente do cargo.

Além disso, foram determinadas medidas cautelares, como a proibição de qualquer contato com vítimas e testemunhas, o recolhimento da arma funcional, munições, distintivo e identificação funcional, além da suspensão do acesso a sistemas de inteligência e bancos de dados restritos da Polícia Civil.

Todos os pedidos apresentados pelo MPPR foram deferidos pelo Judiciário.

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