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Polícia desmonta farsa de homens que mataram apicultor e enganaram a própria família no Paraná

Carlos Alexandre foi morto na manhã do dia 6 de fevereiro de 2026, por volta das 7h30, em frente à própria residência, na Rua Pedro Nunes de Lara, no bairro Ceres
(Foto: Reprodução)
Carlos Alexandre foi morto na manhã do dia 6 de fevereiro de 2026, por volta das 7h30, em frente à própria residência, na Rua Pedro Nunes de Lara, no bairro Ceres

Redação Nosso Dia

09/04/26
às
13:15

- Atualizado há 17 segundos

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O assassinato do apicultor Carlos Alexandre Lopes, ocorrido em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná, ganhou uma reviravolta após o avanço das investigações da Polícia Civil. Dois homens que haviam sido registrados como desaparecidos pelas próprias famílias passaram a ser apontados como suspeitos pelo crime e agora são considerados foragidos da Justiça.

Carlos Alexandre foi morto na manhã do dia 6 de fevereiro de 2026, por volta das 7h30, em frente à própria residência, na Rua Pedro Nunes de Lara, no bairro Ceres. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou da vítima e conversou brevemente com ela. Em seguida, sacou um revólver e efetuou ao menos três disparos à queima-roupa no rosto do apicultor.

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Após o crime, o autor pegou o celular da vítima e fugiu a pé, atravessando a rodovia PR-092. Do outro lado da via, uma caminhonete VW Saveiro vermelha aguardava para dar apoio à fuga. As imagens também mostraram que o veículo já havia passado pelo local pelo menos duas vezes naquela manhã, indicando que o crime foi premeditado.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que a caminhonete era gerenciada por Leandro Jonas. No dia 27 de fevereiro, policiais civis e militares tentaram abordá-lo enquanto ele dirigia o veículo na PR-239, devido a mandados de prisão anteriores em aberto. Leandro, no entanto, desobedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade pela contramão da rodovia, conseguindo escapar.

Dias depois, o caso ganhou um novo capítulo. Em 1º de março, a mesma Saveiro vermelha foi encontrada completamente carbonizada em uma área de mata pertencente à empresa Klabin. No dia seguinte, familiares de Leandro Jonas e de Jhonatan Santana da Luz procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência de desaparecimento, afirmando que não tinham mais notícias dos dois desde o dia 28 de fevereiro.

A conexão entre os casos surgiu durante a investigação conduzida pela Polícia Civil. Segundo os investigadores, Jhonatan Santana da Luz foi identificado como o homem que aparece nas imagens efetuando os disparos contra o apicultor. Já Leandro Jonas teria sido o responsável por dar apoio logístico ao crime, conduzindo a caminhonete usada na fuga e buscando o comparsa em Ponta Grossa para a execução do plano.

Diante das evidências, a polícia passou a descartar a hipótese de desaparecimento. A linha investigativa aponta que os dois teriam forjado a própria ausência para despistar as autoridades após o crime. A queima da caminhonete também foi interpretada como uma tentativa de destruir a principal prova material que os ligava ao homicídio.

O inquérito policial foi concluído com o indiciamento de Jhonatan e Leandro pelos crimes de homicídio qualificado, furto e fraude processual. O Ministério Público apresentou denúncia formal, que foi recebida pelo Poder Judiciário no dia 5 de abril de 2026.

Com a decisão, ambos passaram à condição de réus e têm mandados de prisão preventiva decretados. Atualmente, são considerados foragidos e estão sendo procurados pelas forças de segurança.

As informações são da Catve.com.

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